6 de abr. de 2013

CRIANÇAS COM AUTISMO TÊM MAIS NEURÔNIOS.

Crianças com autismo têm mais neurônios do que a média, diz estudo.

Cérebro também é mais pesado do que o normal.
Pesquisa é preliminar, mas indica um caminho para novos estudos.

Crianças com autismo têm mais neurônios e um cérebro mais pesado do que a média, aponta uma pesquisa publicada pela "JAMA", revista da Associação Médica Norte-americana. Foi um estudo pequeno e preliminar, mas a diferença encontrada é significativa.

Em média, os autistas têm 67% mais neurônios do que as outras crianças no córtex pré-frontal. Essa região do cérebro está ligada ao desenvolvimento social, emocional, comunicativo e cognitivo, áreas comprometidas pelas doenças do espectro autista.
 
“Portanto, o conhecimento da base neural do crescimento exagerado do cérebro poderia apontar os mecanismos que causam o autismo e esclarecer as falhas funcionais neurais que dão origem aos sintomas”, afirma o artigo assinado por Eric Courchesne, da Universidade da Califórnia, em San Diego, nos EUA.

O estudo foi feito com cérebros de cadáveres de meninos com entre dois e 16 anos. Dos 13 indivíduos selecionados, sete eram autistas e outros seis não – o chamado grupo controle. Os anatomistas fizeram a análise e apresentaram os resultados com a quantidade de neurônios e tamanho dos cérebros sem saber o diagnóstico de cada um.

Além do número de neurônios, a massa do cérebro também mostrou uma grande diferença. Segundo os dados obtidos, o cérebro dos autistas é 17,6% mais pesado que a média geral. Entre os membros do grupo controle, a diferença é de apenas 0,2%.

“Nossa amostra de crianças autistas não foi grande o bastante para estudar estatisticamente a relação entre cérebro e comportamento. Futuros estudos com muito mais casos podem revelar relações importantes entre a contagem de neurônios e a severidade dos sintomas”, escreve o Courchesne.
Segundo os autores, esse é o primeiro estudo que testa quantitativamente a teoria de que o excesso de neurônios está ligado ao autismo.

FONTE:http://glo.bo/umGD3O

MENINOS COM AUTISMO DEGENERATIVO TÊM CÉREBRO MAIORES.

Meninos com autismo degenerativo têm cérebros maiores, diz pesquisa.

Sintomas aparecem com pouco tempo de vida.
Tipos de autismo diferentes teriam mecanismos diferentes.

Os meninos que perdem, repentinamente, as habilidades de linguagem e socialização por sofrer de um tipo de autismo degenerativo, apresentam um crescimento anormal do cérebro a partir dos quatro meses de idade, revelou um estudo americano publicado esta segunda-feira (28).
Os cérebros dos meninos que sofrem de autismo degenerativo são 6% maiores do que os cérebros dos saudáveis e dos que sofrem de outro tipo de autismo, cujos sintomas se apresentam na mais tenra idade.   

 
O estudo, do qual participaram 180 indivíduos, e foi descrito como "a maior pesquisa sobre o desenvolvimento do cérebro em meninos pré-escolares com autismo" feito até agora não revelou nenhum crescimento anormal no cérebro das meninas que sofrem de autismo.
 
O estudo traz mais dados "à evidência crescente de que há tipos biológicos diferentes de autismo, (que apresentam) mecanismos neurobiológicos diferentes", assegurou David Amaral, co-autor do estudo e diretor do projeto do Instituto MIND, da Universidade da Califórnia (sudoeste).
 
O autismo, que afeta quatro vezes mais os meninos do que as meninas, inlcui uma ampla gama de transtornos do desenvolvimento que podem variar de uma leve dificuldade de socialização até a completa incapacidade de comunicação, movimentos repetitivos, hipersensibilidade para certas luzes e sons e problemas de comportamento.
 
Estudos anteriores sugeriam que os sintomas clínicos do autismo tendem a coincidir com um crescimento anormal do cérebro e da cabeça que se apresenta entre o nono e o décimo oitavo mês de vida.
 
No entanto, este estudo, publicado na edição de 29 de novembro da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), "descobriu que o meninos com autismo degenerativo mostram uma forma de neuropatia diferente (neste caso, o tamanho diferente do cérebro) com relação aos meninos diagnosticados com autismo desde o início de suas vidas", disse a principal autora da pesquisa, Christine Wu Nordahl, estudiosa do Instituto MIND.
 
"Além disso, quando avaliamos as meninas com autismo, encontramos que nenhuma delas apresentou crescimento anormal do cérebro", sem importar o tipo de autismo do qual sofriam.
FONTE:http://glo.bo/tmBoGO

DOENÇA DO ESPECTRO AUTISTA.

Autismo pode ser apenas sintoma de uma síndrome mais grave.

Dificuldades na fala e na interação social têm várias origens diferentes.
Para especialistas, termo “doenças do espectro autista” é mais abrangente.

Dificuldades para aprender a falar, problemas de interação social e movimentos repetitivos sem nenhum motivo aparente são os sintomas mais conhecidos do autismo. Mas essa condição não é uma doença por si só, pode ter várias origens diferentes, e pode ser apenas o indício de uma síndrome mais complexa.
 
Além disso, há vários graus diferentes do problema, e por isso os especialistas preferem o termo “doenças do espectro autista”. “Inclui desde a forma clássica, a criança isolada que não comunica e não fala, mas tem as formas mais leves”, explicou Maria Rita dos Passos Bueno, que pesquisa a genética do autismo no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP).

Maria Rita dos Passos Bueno durante palestra em São Carlos (SP). (Foto: Tadeu Meniconi / G1)
 
Maria Rita dos Passos Bueno durante palestra em São Carlos (SP). (Foto: Tadeu Meniconi / G1)
A síndrome de Asperger é uma dessas formas mais leves, uma das doenças menos graves do espectro. As crianças aprendem a falar na idade normal, mas têm problemas para se integrar à sociedade. Porém, mesmo dentro do grupo dos que têm essa mesma doença, há diferentes níveis de isolamento.
 
“Existem alguns que conseguem romper essa dificuldade e se adaptam, e tem outros em que não têm o que se fazer, não se adaptam nunca”, relatou a pesquisadora.
Bueno cita também algumas doenças complexas que têm o autismo como mais uma das consequências causadas. A síndrome de Rett provoca, além do autismo, dificuldades motoras que podem até levar à necessidade da cadeira de rodas.
 
 
Já a síndrome do X frágil pode provocar autismo, mas tem como característica mais grave o retardo mental. Além disso, traz alterações no tamanho dos testículos, das orelhas e mudança no formato do rosto, que fica mais alongado.
“Essas crianças têm um monte de outras coisas além de autismo, o autismo é como se fosse um sintoma de um quadro mais complexo”, conclui a cientista.

Autismo clássico
No entanto, há também muitos casos de autismo que não vêm acompanhados dessas outras doenças. Nesses casos, o autismo é o problema em si a ser tratado. “É como se não tivesse sinal clínico suficiente para você dizer que é uma síndrome. Esses pacientes entram no bolo das doenças do espectro autista”, diz Bueno.

“Nesse caso, o maior problema é o problema de comportamento que a criança tem, e não tem nada alterado: cara normal, tamanho normal, tudo normal, é uma criança normal, exceto no comportamento”, acrescenta.

Estudo genéticos já levaram os cientistas a encontrar pelo menos cem mutações genéticas diferentes que podem provocar o comportamento autista. Além disso, pode haver casos em que duas ou mais mutações se somam. Por tudo isso, é difícil identificar e combater o problema.

Tratamento
“É fato que o autismo, quanto antes identificado e tratado, melhor o prognóstico e melhor a inserção social. Agora, é claro que isso não significa que todos os casos terão um ótimo prognóstico mesmo tratados em idade bem prematura”, explica a psicóloga Cíntia Guilhardi, doutora pela USP, que trabalha com crianças autistas no Grupo Gradual.

A idade ideal para o início do tratamento, segundo a especialista, é antes dos três anos de idade. “Quanto antes a gente trata, menos comportamentos do espectro estão instalados no repertório da criança e mais chances de ampliar a variedade de comportamentos dela”, completa.
O tratamento dessas crianças é feito não só com psicólogas nas clínicas, mas também com o uso de medicamentos.

As duas especialistas participam do ESPCA Autism, um congresso internacional para o estudo do autismo organizado em São Carlos (SP).
FONTE: PROGRAMA BEM ESTAR.

AUTISMO

Falta de sociabilidade de autistas está ligada a alteração genética.

Dados foram comparados aos de síndrome que é 'oposto' do autismo. Pesquisa de brasileiros está em fase de confirmação

Uma pesquisa brasileira identificou uma alteração genética que pode ser a responsável pela dificuldade que os autistas têm na interação social. O conhecimento mais detalhado do mecanismo genético do problema leva à esperança de novos tratamentos no futuro.
 
As equipes de Alysson Muotri, brasileiro que trabalha na Universidade da Califórnia, em San Diego, nos EUA, e Maria Rita dos Passos Bueno, na Universidade de São Paulo (USP) descobriram uma translocação, um tipo de anomalia no material genético.
 
Parte dos genes que normalmente ficam no cromossomo 3 trocam de lugar com os do cromossomo 11. Nos casos estudados, essa mudança acontece tanto com os portadores da síndrome de Rett – que é provocada por uma mutação em um gene específico e traz outros sintomas, como danos às funções motoras – quanto nos que têm autismo clássico – uma forma em que as crianças têm dificuldades de socialização, mas não há uma mutação genética definida que o cause.
 
“Como a gente vê que [as alterações genéticas] estão tanto na síndrome de Rett quanto no autismo clássico, possivelmente essas alterações não estão envolvidas com a parte motora, mas estão envolvidas com a parte social e de linguagem”, explicou Alysson Muotri, que também é colunista do G1.
 
Tanto a síndrome de Rett quanto o autismo clássico fazem parte das doenças do espectro autista. São vários males diferentes que provocam dificuldades no aprendizado da linguagem e da interação social, que variam em relação à intensidade, entre outros fatores.
 
Síndrome de Williams
Para confirmar a descoberta, os pesquisadores estão comparando os autistas a portadores da síndrome de Williams. Esse distúrbio é, de certa forma, o contrário do autismo, pois os pacientes são pessoas “supersociais”.
“Tem alguma coisa no cérebro deles que os atrai aos estranhos. É o grande problema social que eles têm, porque são fáceis de enganar e acabam se metendo em encrenca”, resumiu Muotri, sobre a síndrome de Williams.
 
Os dados iniciais mostram que as síndromes são opostas também na genética. “A síndrome de Williams é uma deleção que remove tipo 25 genes do genoma; se você duplica essa região, você tem o autismo, se você tira essa região, tem síndrome de Williams”, afirmou.
Os dados apresentados no congresso “Avanços na Pesquisa e no Tratamento do Comportamento Autista”, da Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA) ainda são preliminares.
Muotri disse que a pesquisa está em fase de confirmação antes de ser publicada em alguma revista científica. “A gente fez com alguns pacientes e tem que fazer com mais alguns para ter mais certeza”, contou.
FONTE: PROGRAMA BEM ESTAR.

O USO EXAGERADO DE CELULARES E COMPUTADORES PODE TRAZER RISCOS PARA A SAÚDE?

Passar muito tempo na internet pode trazer riscos para a saúde?

Uso exagerado de celulares e computadores pode afetar qualidade de vida.
Passar muito tempo online pode afetar a visão e causar lesões nas mãos.

Hoje em dia, é muito comum encontrar pessoas que passam o dia inteiro conectadas, seja no celular ou no computador.
Porém, o uso exagerado dessas novas tecnologias é um problema preocupante, principalmente no caso das crianças, e pode trazer riscos à saúde, para a visão, braços e mãos, e até prejudicar a qualidade de vida e os relacionamentos com outras pessoas, como alertaram a pediatra Ana Escobar e o psicólogo Cristiano Nabuco no Bem Estar desta quinta-feira (7).
De acordo com a pediatra, não existe uma idade considerada certa para dar os aparelhos tecnológicos para as crianças - o problema não é a idade, mas o tempo que elas permanecem contectadas. Estudos sugerem que o ideal seria que os pequenos usassem tecnologia apenas por duas horas diárias, para que eles pudessem usar o resto do dia para realizar outras atividades.
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Geralmente, quem é viciado em tecnologia e internet tem outro problema associado, como obesidade, depressão, fobia social e também lesões por esforços repetitivos por causa dos movimentos no computador.
Para conviver bem com a tecnologia, o psicólogo Cristiano Nabuco recomenda que o computador da família fique em um local de passagem da casa, principalmente para os pais conseguirem monitorar os sites que as crianças acessam.
De acordo com o médico, o hábito dos pais também é importante já que são eles que dão o exemplo para os filhos. Por isso, pequenas atitudes como não levar o celular para a mesa de jantar ou, se for o caso, virar a tela do telefone para baixo na mesa podem preservar o encontro da família e não afetar a convivência e o relacionamento entre cada um.
 

Além de prejudicar a qualidade de vida, o uso exagerado também pode trazer riscos para a saúde, principalmente para a visão. Um estudo realizado pelo National Eye Institute e publicado na edição de dezembro de 2009 no Archives of Ophthalmology concluiu que a prevalência de miopia entre as crianças americanas aumentou de 25% para 41,6% ao longo dos últimos 30 anos, um aumento de mais de 66%. De acordo com a pesquisa, parte desse aumento é creditada ao uso das novas tecnologias.
Por isso, se a pessoa começar a sentir dor de cabeça, ficar com os olhos secos, vermelhos, lacrimejantes ou com sensação de areia, com vontade de piscar mais, pode ser um sinal de alerta de que o computador ou o celular já começaram a afetar a visão. Fora isso, a necessidade de aumentar o grau dos óculos e a sensação de que a lente de contato está incomodando também são resultados desse uso.


Além de diminuir o uso dos aparelhos, há outras atitudes que podem ajudar a evitar esses transtornos. Por exemplo, usar o computador com o brilho baixo em um ambiente escuro, afastar focos de luz dos olhos, afastar o ar-condicionado ou ventilador do rosto, manter os aplicativos abaixo da linha dos olhos e também fazer pausas de 1 a 5 minutos a cada hora – levantar e caminhar é uma boa opção para estimular a circulação.
As pausas também são importantes para prevenir problemas graves com as articulações, como alertou a terapeuta ocupacional Mariana Nicolosi. Nesse caso, parar 10 minutos a cada hora para descansar e alongar as mãos é ideal porque esse é o tempo para o corpo relaxar e se recuperar. Se a pessoa já tiver alguma dor, a recomendação é utilizar gelo, órteses ou também fazer uma automassagem - nunca utilizar bolinhas para apertar porque elas podem piorar ainda mais a lesão. Veja abaixo algumas das lesões que podem aparecer pelo uso excessivo de aparelhos tecnológicos:
 

Tendinite do polegar (lesão dos celulares): acontece principalmente com quem usa celular do tipo 'touch-screen', onde se usa mais o polegar para digitar. Geralmente, essa lesão causa uma dor na articulação da base do polegar. A dica é segurar o celular com apenas uma das mãos e digitar com o indicador.
Tendinite de punho (lesão dos teclados e mouse): mais comum com quem usam muito notebook ou computador. A dica da terapeuta é levar o braço inteiro na hora de alcançar teclas mais distantes para preservar as articulações.
Dedo em gatilho (lesão do videogame): quem joga muito pode ter uma inflamação no tendão flexor do polegar, um problema grave que pode até precisar de cirurgia para ser resolvido. Para evitar, é importante variar os tipos de movimento para preservar os tendões.


Tendinite dos dedos (lesão dos tablets): como esses aparelhos são pequenos, as pessoas acabam usando os mesmos dedos para manuseá-los, o que sobrecarrega os membros. Apoiar o tablet em uma mesa na hora de usá-lo pode ser o início de uma mudança de postura que pode prevenir esse problema futuramente.
FONTE: PROGRAMA BEM ESTAR.

SOLIDÃO E MAL DE ALZHEIMER

Solidão tem relação com mal de Alzheimer, sugere estudo.

Relação diz respeito ao sentimento de solidão, e não ao fato de estar só.
Pesquisa foi feita com grupo de idosos na Holanda.

A relação, segundo os autores, diz respeito ao sentimento de solidão, e não ao fato de estar sozinho por si só. Eles acreditam que a solidão seja um fator que cause à perda de memória e de raciocínio, mas não descartam que o caminho seja o contrário – ou seja, que a redução na capacidade do cérebro leve a pessoa a se retirar.
A equipe de Tjalling Jan Holwerda, da Universidade VU, de Amsterdã, acompanhou mais de 2 mil idosos ao longo de três anos. No início do estudo, esses idosos não tinham nenhum sinal de demência e responderam sobre seu nível de solidão – se viviam sozinhos, se já tinham sido casados e se sentiam solitários.
No final, os pesquisadores conferiram quantos idosos tinham desenvolvido demência. A diferença de casos da doença no cérebro nas pessoas que se sentiam solitárias em relação às que não se sentiam assim foi significativa: 13,4% dos solitários apresentaram sinais de demência, contra 5,7% do outro grupo.
O resultado publicado pela revista “Journal of Neurology Neurosurgery and Psychiatry” abre uma nova possibilidade para o estudo e o diagnóstico do mal de Alzheimer. Outros elementos anteriormente reconhecidos como fatores de risco para a doença são a idade avançada, a depressão, a carga genética e outros problemas de saúde acumulados.

ALZHEIMER

Médicos europeus propõem melhor assistência a doentes com Alzheimer

Doenças degenerativas atingem 6,36 milhões acima de 65 anos na Europa.
Problema também afeta diretamente 20 milhões de assistentes familiares.

Alzheimer é uma doença cada vez mais comum em idosos (Foto: Reuters/BBC)
Alzheimer é uma doença degenerativa cada vez  mais comum em idosos (Foto: Reuters/BBC)
Um diagnóstico mais precoce, menos medicamentos psiquiátricos e maior ajuda familiar são as propostas de especialistas europeus reunidos em Paris para discutir o mal de Alzheimer e outras doenças degenerativas.
As enfermidades neurodegenerativas, para as quais não há cura até o momento, atingem 6,36 milhões de pessoas com mais de 65 anos na Europa. E o número total pode ultrapassar 10 milhões de pacientes em 2040, segundo estimativas apresentadas nesta quinta-feira (28) por Nicola Vanacore, do Instituto Superior de Saúde da Itália. O problema também afeta diretamente 20 milhões de assistentes familiares, conhecidos como cuidadores.
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"Esses transtornos são a primeira causa de depressão dos assistentes", destacou Armelle Laperre-Desplanques, coordenadora do projeto europeu de cooperação sobre o mal de Alzheimer, chamado Alcove (Alzheimer Cooperative Valuation in Europe) e lançado em 2011 pela Comissão Europeia.
A iniciativa, da qual participam 19 países da União Europeia (UE), é coordenada pela Alta Autoridade de Saúde da França, um organismo independente cujo papel é favorecer as boas práticas na medicina.
A entidade emitiu uma série de recomendações para melhorar o tratamento do Alzheimer no continente europeu. Entre as sugestões, está limitar a "superexposição" dos pacientes aos medicamentos neurolépticos (antipsicóticos usados para tratar sintomas como alucinações e delírios), com taxas que vão de 25% a 60%, segundo os países europeus estudados.
Para diminuir esses tratamentos, que podem ser nocivos para os pacientes, o projeto Alcove recomenda enfoques que deixam de lado a farmacologia e dão ênfase a um maior acompanhamento das pessoas responsáveis pela ajuda familiar.
"Não há receita milagrosa", admitiu a médica finlandesa Harriet Fine Soveri, que coordenou os trabalhos do Alcove dedicados à assistência para transtornos de comportamento.
Consultada sobre os enfoques não farmacológicos, a médica afirmou que "tudo depende da situação".
"Se o transtorno está relacionado à dor, é preciso tratar a dor. Se, ao contrário, se trata de uma perda de referências, é preciso educar os assistentes para avaliar as necessidades do paciente", explicou.
O mal de Alzheimer, assim como outras demências senis, afeta sobretudo as pessoas com idade avançada. Provoca perda de memória, declínio das funções cerebrais e alteração da personalidade. Na França, esses males atingem 875 mil pessoas e na Itália, 950 mil, segundo estimativas de Nicola Vanacore, que, baseando-se nos estudos mais recentes, avalia a prevalência dessas doenças em 7,2% entre os indivíduos acima de 65 anos.
O projeto Alcove estuda também o diagnóstico da doença. "Só a metade dos casos é diagnosticada e muitos, tardiamente", afirmou Armelle, destacando que a doença deveria ser diagnosticada assim que aparecem os primeiros sintomas de perda de memória.
Um diagnóstico precoce permite que os assistentes familiares busquem as informações necessárias para acompanhar os doentes e, assim, retardem o ingresso dos pacientes em uma instituição, acrescentou a coordenadora do Alcove.
FONTE: PROGRAMA BEM ESTAR.

IOGA E A CONSCIÊNCIA CORPORAL

Ioga trabalha consciência corporal, flexibilidade, resistência e respiração

Prática milenar indiana também ajuda a promover o autoconhecimento.
Veja exercícios contra dor, estresse no trânsito e em situações de desafio.



Existem várias correntes distintas de ioga, mas todas trabalham a consciência corporal, o autoconhecimento, a flexibilidade, a resistência e a respiração. Algumas linhas são mais suaves, voltadas para a meditação e a recitação de mantras, enquanto outras se baseiam na chamada “power ioga”, que inclui movimentos intensos.
Não importa qual seja a vertente, essa prática milenar indiana funciona como uma grande ferramenta para promover bem-estar e pode ser incluída em situações simples do dia a dia.
A palavra ioga original vem do sânscrito “yoga” (pronuncia-se iôga) e significa união, em referência ao equilíbrio entre o corpo, a mente e a essência do homem, de acordo com a professora Meg Caballero.
Ioga 1 (Foto: Arte/G1)


Esses exercícios podem servir também para aumentar a capacidade do pulmão em até um litro de ar, como destacou o pneumologista Rafael Stelmach.

Não há pré-requisito para praticar ioga: o mais importante é estar concentrado e envolvido com esse momento, para que os resultados possam aparecer.
Uma das ferramentas muito usadas pelos praticantes é o “mat”, uma espécie de tapetinho antiderrapante que custa entre R$ 50 a R$ 90 e pode ser encontrado em lojas de artigos esportivos. No lugar do mat, você pode usar um tapetinho comum ou um colchonete de abdominal. Para complementar a atividade, também podem ser utilizados faixas e blocos de plástico EVA (acetato de etileno vinil).
Ioga 2 (Foto: Arte/G1)
 

FLEXIBILIDADE E A CONSCIÊNCIA CORPORAL

Alongar os músculos melhora a
flexibilidade e a consciência corporal

Quem é sedentário ou passa muito tempo sentado precisa se esticar.
Exercício amplia os movimentos, diminui dores e até previne lesões.

Uma pessoa que passa muito tempo sentada durante o dia e faz pouca ou nenhuma atividade física precisa se alongar. Esticar os músculos ajuda a aumentar a flexibilidade e a consciência corporal.
Segundo o médico do esporte Gustavo Maglioca e o preparador físico José Rubens D'Elia, o alongamento diminui dores, amplia os movimentos e previne lesões. Mas é preciso praticar sempre, pois, em um mês de sedentarismo, já ocorre uma diminuição da elasticidade e da capacidade muscular.
aLONGAMENTO (Foto: Arte/G1)
 
 
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Um indivíduo que toca a palma da mão no chão, com as pernas esticadas, se ficar parado por quatro semanas pode passar a tocar apenas a pontinha dos dedos, caso não alongue a parte posterior da coxa.
Os músculos são capazes de se alongar até a metade do tamanho, ou seja, ficar uma vez e meia mais compridos que o normal. Mas isso também depende de uma série de fatores, como genética, elasticidade natural e amplitude articular de cada região do corpo.
O músculo posterior da coxa pode ser alongado com uma espécie de régua, mas também ao deitar no chão, encostado na parede e com o bumbum próximo ao batente da porta.
É preciso erguer a perna paralelamente à parede, e o objetivo é deixar o membro em um ângulo de 90 graus em relação ao chão. Se não conseguir, é porque você está precisando muito alongar essa musculatura.


Se for uma pessoa sedentária, faça alongamentos mais suaves, sem forçar muito. Respeite sempre os seus limites e incremente seu treino aos poucos, para evitar sobrecargas e problemas mais sérios.
D'Elia recomendou fazer um aquecimento antes do exercício físico e um alongamento de 30 ou 40 minutos depois de 3h a 4h da atividade.


Os apresentadores e a faxineira Angelita Barbosa se alongaram antes e depois do programa. Veja como eles se saíram:
- Mariana: já conseguia encostar as mãos nos pés, com as pernas esticadas. No exercício dos braços, deixava uma distância de 8 cm entre uma mão e outra. Depois do alongamento, baixou para 1 cm.
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Fernando: deixava uma distância de 20 cm entre os braços e os pés ao tentar tocar o chão com as pernas esticadas. Depois do exercício, diminuiu para 17 cm. Na atividade dos braços, reduziu o intervalo de 11 cm para 8 cm.
- Angelita: mantinha uma distância de 13 cm entre as mãos e os pés. Esse número depois baixou para 12 cm. No caso dos braços, a distância era de 15 cm e não se alterou, mesmo com a sessão de alongamento.
 Fonte:Programa Bem Estar.

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