20 de mar. de 2011

MENOPAUSA E DOENÇAS CARVIOVASCULARES

Doenças cardiovasculares são maior inimigo das mulheres, dizem médicos
De cada dez, seis morrem de infarto, principalmente depois da menopausa. Cardiologistas Roberto Kalil e Otávio Gebara estiveram no Bem Estar desta 3ª.

As doenças cardiovasculares são o inimigo número um das mulheres. De cada dez, seis morrem de infarto, principalmente após a menopausa. E a maioria não tem consciência disso, pois concentra toda a preocupação em exames ginecológicos, como os de mama e do colo do útero.

Para alertar o sexo feminino sobre os riscos do coração, o Bem Estar desta terça-feira (15) convidou os cardiologistas Roberto Kalil, que também é consultor do programa, e Otávio Gebara, professor livre-docente da Faculdade de Medicina da USP.
Segundo Gebara, as doenças cardiovasculares matam seis vezes mais que o câncer de mama, por exemplo. E as brasileiras são líderes das Américas em acidente vascular cerebral (AVC): têm três vezes mais o problema que as americanas e canadenses.




Entre os principais fatores de risco das mulheres estão: hipertensão, colesterol, diabetes, obesidade abdominal, sedentarismo, cigarro e interação entre fumo e anticoncepcional (que a partir dos 30 anos pode causar trombose venosa e uma consequente embolia pulmonar). De acordo com o especialista, 90% dos riscos são determinados por esses fatores e pelo estilo de vida, contra 10% da carga genética. Ou seja, é possível mudar esse quadro.

Após a menopausa, o risco aumenta ainda mais: a mulher deixa de ter o corpo em formato de pera e passa a ser “maçã” (veja arte acima). Isso significa que o depósito de gordura abandona as coxas e o bumbum para se concentrar ao redor do abdômen e na parte superior do corpo. Cinturas acima de 80 cm para o sexo feminino e de 94 cm para o masculino já devem acionar o sinal de alerta, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes.
Ao lado do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) - divisão do peso pela altura ao quadrado -, a circunferência da cintura é usada para medir o risco cardiovascular de uma pessoa, pois é simples e de fácil acesso: basta uma fita métrica.

Coração a mil
Como prometido pelo Bem Estar na semana passada, o resultado do teste cardíaco de duas presidentes de escolas de samba de São Paulo foi divulgado. Antes da apuração das notas do carnaval, Angelina Basílio, da Rosas de Ouro, e Solange Bichada, da Mocidade Alegre, mostravam batimentos comportados: 86 e 76, respectivamente.

Nenhuma das escolas chegou à reta final como favorita, mas a expectativa provocou fortes emoções. “Não tem jeito, sou uma pessoa extremamente ansiosa, é da minha natureza”, disse Solange. Já Angelina recordou a festa de cinco anos atrás, quando perdeu no último quesito: bateria. “Comecei a sentir um calor infernal. Passei por um cardiologista, que constatou que eu não era hipertensa. Foi extremamente emocional”, lembrou.
Às 18 horas da última terça-feira (8), o resultado: Mocidade em sétimo e Rosas em oitavo. Como ficaram o coração das presidentes? Bateram forte, mas sem perder o ritmo. A frequência cardíaca de Solange chegou a 118 e a de Angelina, a 116 – valor considerado normal se levado em conta o momento de estresse e ansiedade pelo qual as duas passaram.

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OBESIDADE E GENETICA

16/03/2011 15h38 - Atualizado em 18/03/2011 15h20
Comer demais pode ter relação com genética ou doenças endócrinas
Consultor Alfredo Halpern respondeu a perguntas da internet após Bem Estar. Segundo ele, bebês que nascem com mais de 4 kg têm chance de obesidade.


Após o Bem Estar desta quarta-feira (16), o endocrinologista e consultor Alfredo Halpern respondeu a algumas perguntas da internet sobre obesidade e redução de estômago. Segundo o médico, às vezes não é possível saber se o excesso de peso é genético, hormonal ou causado por excesso de alimentos.

O problema genético geralmente está associado a outras doenças e há mais de um caso na família. Já o hormonal precisa ser investigado por um especialista. Muitas vezes, associa-se o hipotireoidismo à obesidade, mas essa não é a principal manifestação da doença, afirmou Halpern.
A disfunção na tireoide provoca menos queima calórica, o que pode desencadear aumento de peso, mas não necessariamente obesidade.

O fato de comer muito, por sua vez, também pode pertencer à genética e às doenças endócrinas, disse Halpern. Ele enfatizou que, muitas vezes, as pessoas consideram o obeso como alguém que come demais, é sedentário e sem-vergonha. Mas o excesso de peso é um conjunto de fatores que pode incluir, por exemplo, uma maior capacidade de estocar gordura, sem necessariamente haver ingestão excessiva de alimentos.

O consultor do Bem Estar também explicou que, em geral, crianças que nascem muito pesadas podem ser filhos de diabéticas ou de mulheres que engordaram muito na gravidez. De acordo com o médico, bebês que vêm ao mundo com mais de 4 quilos têm uma grande chance de se tornar adultos obesos. O papel da mãe, então, deve ser diminuir a oferta de comidas muito calóricas e incentivar a prática de atividades físicas.

Na opinião do endocrinologista, ao fazer um controle alimentar, é possível emagrecer mesmo sem exercícios, mas o indivíduo deve comer menos ainda do que no caso de complementar o processo com a prática esportiva.

Por fim, Halpern respondeu que, regulamentarmente, um obeso pode fazer cirurgia bariátrica após os 18 anos, o que não significa que não haja casos de adolescentes que deveriam ser submetidos à operação, pois o problema prejudica a saúde, a qualidade de vida e o diagnóstico do paciente.
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BANHO DE SOL E A VITAMINA D

16/03/2011 10h32 - Atualizado em 17/03/2011 17h18


Tomar sol é fundamental para o corpo obter vitamina D, explica especialista

Reumatologista Cristiano Zerbini falou do tema no Bem Estar desta 4ª (16). Médico disse que o sol melhora a absorção do cálcio, fortalecendo os ossos.

Do G1, em São Paulo

O vaivém de pessoas no metrô, em shoppings e empresas é constante, principalmente nas grandes cidades. Mas será que, em algum momento, elas veem a luz do dia?

Ao contrário do que muitos pensam, com medo do câncer de pele, o sol é fundamental para a saúde e o funcionamento do corpo. Por meio dos raios do tipo ultravioleta B, nosso organismo obtém a vitamina D e, com ela, melhora a absorção do cálcio, fortalecendo os ossos.

Quem esteve no Bem Estar desta quarta-feira (16) para aprofundar o assunto foi o reumatologista Cristiano Zerbini, do Hospital Sírio-Libanês e do Hospital Heliópolis, em São Paulo. O médico explicou que o sol é responsável por cerca de 90% da aquisição de vitamina D pelo homem, e os alimentos (como leite, gema de ovo, manteiga, peixes de água fria, shitake seco e óleo de fígado de bacalhau) respondem pelos outros 10%. Idosos e pessoas que não podem tomar sol com frequência são indicados a usar suplementos de vitamina D.



Zerbini recomendou pegar sol no mínimo três vezes por semana, em média durante 15 a 20 minutos, sempre antes das 10 horas da manhã. O ideal, segundo ele, é usar camiseta e bermuda e expor braços, pernas, pescoço e rosto sem filtro solar nesse curto período, pois fatores de proteção acima de 8 já impedem a produção do nutriente pela pele. Indivíduos muitos brancos devem tomar sol mais cedo e por cerca de 5 minutos, e os de pele escura podem ficar ao sol por um tempo pouco maior.

Em nota, a Sociedade Brasileira de Dermatologia defendeu que pessoas com pele muito clara, que têm maior risco de câncer de pele, sempre usem protetor solar e, apenas três vezes por semana, tomem sol - só nos braços. Segundo a entidade, essa exposição já é suficiente para um aporte adequado de vitamina D.

No estúdio, o especialista também falou sobre como o sol entra pela pele e segue até os rins e o fígado, onde ocorre a transformação da vitamina D. Zerbini demonstrou, ainda, como é um osso sadio e outro tomado por osteoporose – doença que enfraquece os ossos por formação inadequada ou desgaste, e pode causar fraturas principalmente na coluna, bacia, nos punhos e nas costelas.

Além de fixar o cálcio nos ossos e, com isso, evitar a osteoporose, a vitamina D mantém o equilíbrio, evita quedas e dá mais vigor aos músculos. A falta dessa substância no organismo, esclareceu o reumatologista, pode ser identificada em testes laboratoriais, pela análise do cálcio na urina (se houver pouco, é um sinal de alerta) ou por exames de sangue. Não costumam se manifestar sintomas em adultos, exceto por uma eventual dor, cansaço ou falta de equilíbrio. Já as crianças com deficiência de vitamina D podem desenvolver raquitismo, doença que inclui fraqueza e perda óssea.

O consultor Alfredo Halpern também citou que estudos apontam que a vitamina D pode ajudar no tratamento de doenças reumáticas, autoimunes, diabetes e alguns tipos de câncer.

Para a boa saúde dos ossos, apontou Zerbini, é preciso sol, cálcio e também exercícios físicos. Nas ruas, a repórter Marina Araújo perguntou a várias pessoas se elas tomam sol e se sabem se têm ou não deficit de vitamina D. De acordo com a nefrologista Rosa Maria Moysés, que liderou uma pesquisa com 600 moradores de São Paulo durante o inverno, 75% dos paulistanos apresentaram níveis do nutriente abaixo do normal. No verão, a porcentagem cai para 45%, o que ainda é muito elevado para um país tropical onde esse índice deveria ficar em torno de 5%.

Cálculo de proteção solar

Para calcular qual deve ser o cuidado para cada tipo de pele, a indústria leva em conta o tempo que uma pessoa branca demora a ficar vermelha. Por exemplo, se alguém exposto ao sol começar a se queimar em 3 minutos, deve-se multiplicar esse tempo por 15, e o resultado é o período em que a pele estará protegida, ou seja, 45 minutos. Depois disso, o indivíduo deve reaplicar o protetor.

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ALIMENTOS QUE AJUDAM O INTESTINO

17/03/2011 10h57 - Atualizado em 18/03/2011 15h11


Alimentos ajudam a melhorar o intestino preso, diz especialista

Gastroenterologista Luciana Lobato esteve presente no Bem Estar desta 5ª. Problema costuma prejudicar humor e causar irritabilidade, inchaço e estresse.

Do G1, em São Paulo

Você sabia que a palavra “enfezado” vem de “fezes”? É que, quando alguém está com o intestino preso, costuma apresentar também mau humor.

Cerca de 20% da população brasileira tem esse problema, que atinge mais as mulheres. Por que algumas pessoas vão poucas vezes ao banheiro, o que isso acarreta e quais alimentos podem ajudá-las foram tema do Bem Estar desta quinta-feira (17), no qual esteve presente a gastroenterologista Luciana Lobato.

No estúdio, Luciana explicou como são o intestino delgado e o grosso, quais as funções deles e o caminho percorrido pelos alimentos. O primeiro tem cerca de 7 metros e absorve tudo o que se come. O que não é aproveitado cai no intestino grosso, que tem 1,5 metro de comprimento e absorve o restante da água. É nesse lugar que se formam as fezes, que levam de 48h a 72h para serem eliminadas após a ingestão. Por isso, o ideal é fazer cocô diariamente ou dia sim, dia não.

Nesses períodos de intestino preguiçoso, além de afetar o ânimo, há uma sensação de irritabilidade, inchaço e estresse, que pode ser acompanhada de dor e desconforto. A tensão só diminui quando a situação se normaliza. Para isso, a especialista deu uma dica: alimentação saudável. Segundo ela, esse é o segredo para o organismo funcionar bem.

Muitas pessoas apelam para uma dieta intensiva de frutas, verduras e fibras, na tentativa de regular esse “reloginho”. Outras apostam na linhaça, ameixa, aveia, em sucos, chás e, em último caso, remédios.

Segundo a médica Luciana, os alimentos que podem ajudar um intestino preso são:

- Frutas como mamão papaia, laranja, ameixa preta seca e abacaxi seco;
- Legumes e verduras como alface, couve, couve-flor, repolho verde, tomate, cenoura, mandioquinha, ervilha, milho, grão-de-bico e feijão preto;
- Alimentos integrais, como pão francês, arroz e biscoito;
- Fibras como barra de cereal, cereal matinal e farelo de trigo;
- Amendoim;
- Iogurte regulador da flora;
- Água;
- Azeite de oliva
Já os itens que podem dificultar são:
- Fast-food;
- Salgados, como coxinha, empadinha, esfiha e batata frita;
- Doces como chocolate, brigadeiro, quindim, pão doce, sorvete e sonho;
- Açúcar;
- Pão francês;
- Refrigerante;
- Suco de caixinha

A gastroenterologista disse que é fundamental ter um horário fixo para ir ao banheiro. De acordo com ela, reguladores de intestino, que são uma fonte de fibras sintéticas, só devem ser tomados após fazer todas as tentativas com alimentos. É que tanto esses produtos como os laxantes prejudicam o corpo a longo prazo, pois o tornam dependente, demandam cada vez mais doses e, por fim, não fazem mais efeito.

Além disso, Luciana mostrou os tipos de cocô e o que indica cada um. Ela destacou que não se deve segurar a vontade. Assim que ela aparecer, deve ser obedecida

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OBESIDADE E REDUÇÃO DE ESTOMAGO

16/03/2011 10h41 - Atualizado em 16/03/2011 12h30


Bem Estar inicia série sobre obesidade e redução de estômago

Endocrinologista Alfredo Halpern falou sobre o assunto nesta 4ª (16).

Foi apresentada a história de Alexandre, que luta para emagrecer há 20 anos.

Do G1, em São Paulo

O Bem Estar desta quarta-feira (16) iniciou uma série sobre obesidade e cirurgia de redução de estômago. O que é essa doença, o que ela provoca e quais as alternativas para as pessoas com o problema serão alguns dos temas abordados no programa daqui para frente. Quem esteve no estúdio para falar sobre o assunto foi o endocrinologista e consultor Alfredo Halpern.

O médico disse que a operação bariátrica é recomendada apenas para obesos graves, ou seja, pessoas que tentaram de tudo (dietas, remédios e exercícios) para perder peso e não conseguiram. Segundo Halpern, esses indivíduos são doentes e alguns têm até uma necessidade física do organismo, que pede muita comida.

Na edição desta quarta, foi apresentada a história de Alexandre Berthe, um advogado de 35 anos que luta para emagrecer há mais de 20. Quando bebê, era gordinho; na adolescência ficou magro e, então, voltou a engordar – e não parou mais.

Alexandre tentou perder peso de todas as formas, por meio de dietas e remédios, até que chegou ao limite: do peso (124 quilos) e da falta de qualidade de vida. Depois de atingir uma circunferência de cintura de 122 cm – quando o máximo deveria ser 94 cm – e um Índice de Massa Corporal (IMC) 39 – uma pessoa já é obesa a partir de 34, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) –, o advogado decidiu passar por uma cirurgia de redução de estômago. Antes da operação, porém, ele vai enfrentar uma preparação física e mental rigorosa.

O principal problema de Alexandre é que ele não consegue mudar os hábitos que contribuem para a obesidade. Pela manhã, antes de trabalhar, bebe apenas um copo de água. Já no escritório, consome um pacote de bolacha e toma refrigerante. Sua primeira refeição de verdade ocorre somente depois do meio-dia.

Se forem somadas as horas de sono do advogado, ele passa mais de 10 horas sem comer. E um estômago vazio causa redução do metabolismo, pois o corpo se acostuma a gastar menos energia. Por isso, quando ele consome biscoitos e refrigerante, o organismo segura as calorias porque acha que vai ficar sem receber comida por mais um longo período. É aí que a gordura se acumula.

Para completar, Alexandre não pratica nenhum exercício físico. Sua única atividade do dia é caminhar até o restaurante onde almoça. Quando chega em casa, antes do jantar e depois dos lanchinhos da tarde, ataca vários pães com manteiga e frios. Depois da janta, mais visitas à geladeira.

Mas essa rotina está com os dias contados. No próximo capítulo, Alexandre vai saber se tem autorização para fazer a cirurgia bariátrica e qual seria a dieta depois da operação.

No Brasil, 52% dos homens estão com IMC (calcule o seu) acima da média. Só no ano passado, o país realizou 60 mil cirurgias de redução de estômago, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). Esse número representa uma alta de 275% em relação a 2003, ano em que foram coletados os primeiros registros.

Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo com filas de espera de até oito anos - no Hospital das Clínicas, há atualmente mil pessoas na fila -, o número de cirurgias cresceu 23,7% entre 2007 e 2009, chegando a 3.681. Os números fazem do Brasil o segundo no ranking desse tipo de cirurgias, atrás apenas dos Estados Unidos, com 200 mil procedimentos em 2010.

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