19 de ago. de 2012
31 de jul. de 2012
Apneia do sono leva à pressão alta e a outros problemas circulatórios
Apneia do sono leva à pressão alta e a outros problemas circulatórios
Obesidade é o principal fator de risco para o surgimento da doença.
Ronco é um sinal importante, mas não o único, destacam os médicos.
A apneia do sono é uma doença que ataca durante a noite, e a pessoa muitas vezes nem sabe que tem, mas o corpo vai sofrendo aos poucos, e o sistema circulatório pode ficar comprometido. Apesar dessas características, a apneia não pode ser considerada uma doença silenciosa, já que o seu principal sintoma é o ronco – repetido e bem alto.
Apneia, literalmente, é a ausência de respiração. Se ocorre quando o indivíduo dorme, é chamada de apneia obstrutiva do sono, pois a passagem do ar é dificultada. A falta de oxigênio leva a pessoa a acordar várias vezes durante a noite, muitas vezes sem perceber.
Em determinados momentos, o paciente literalmente para de respirar. As asfixias duram pelo menos 10 segundos, mas podem ser bem mais longas. Quando o cérebro percebe a falta de oxigênio, o corpo libera adrenalina e a pessoa acorda para respirar. Nesse processo, a pressão arterial sobe e o coração dispara.
Esse é o grande risco oferecido pela doença. A pessoa fica com arritmia cardíaca, que é quando o coração se acelera muitas vezes, e então ele corre maior risco de falhar. Além disso, a constante falta de oxigenação faz aumentar a pressão sanguínea, e com isso crescem os riscos de infartos e de acidentes vasculares cerebrais (AVCs).
O ronco é o principal sinal da apneia, mas nem todo mundo que ronca tem a doença. Outros sinais são cansaço e sonolência durante o dia, falta de energia, baixa concentração, perda de memória, pressão alta, dores de cabeça matinais, irritação e até impotência sexual.
O principal fator de risco é a obesidade, mas é cada vez mais comum encontrar o problema em quem não é obeso. Mulheres depois da menopausa e crianças com amídala ou adenóide aumentada também podem sofrer apneia. Além disso, pessoas com alguma alteração de mandíbula, como queixo para trás, têm mais propensão a ter a doença.
Tratamento
Para detectar a apneia, existe um exame chamado polissonografia. Ele mede quantas vezes por hora a pessoa deixa de respirar durante o sono. Quando isso acontece mais de 30 vezes por hora, o caso é considerado grave.
Para detectar a apneia, existe um exame chamado polissonografia. Ele mede quantas vezes por hora a pessoa deixa de respirar durante o sono. Quando isso acontece mais de 30 vezes por hora, o caso é considerado grave.
Para melhorar a respiração durante o sono e evitar a apneia existe um aparelho chamado CPAP – é a sigla em inglês para pressão positiva contínua do ar. O paciente tem que dormir com uma máscara que puxa o ar de fora e o lança para dentro das vias respiratórias.
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Com isso, a pressão do ar abre o caminho obstruído, leva oxigênio até os pulmões e evita o ronco porque a pessoa não precisa mais abrir a boca para respirar.
O aparelho é regulado com uma pressão diferente para cada paciente. Isso é importante, porque se a pressão for forte demais, pode provocar irritação nas vias respiratórias.
O exame de polissonografia é oferecido gratuitamente pela rede pública em alguns lugares, mas o tratamento com CPAP não. O aparelho custa por volta de R$ 1 mil.
fonte:http://glo.bo/Q9vDmr
Mudanças na sociedade causaram aumento da obesidade no Brasil
Economia levou a novos hábitos na alimentação e na atividade física.
Veja dicas simples para comer menos em cada refeição.
A obesidade é um problema crescente no Brasil. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que 50,1% dos homens brasileiros com mais de 20 anos estão acima do peso; entre as mulheres, o número é de 48%. São considerados obesos 12,4% dos homens e 16,9% das mulheres.
Na década de 1970, os números eram bem mais baixos. Apenas 18,5% dos homens e 28,7% das mulheres estavam acima do peso, na mesma faixa etária, e também segundo o IBGE. Por outro lado, 10% da população tinha déficit de peso em 1975, contra 2,7% em 2009.
Está claro que o desafio do país mudou. Se 40 anos atrás a preocupação era com a desnutrição, hoje é a obesidade que mais ameaça a saúde dos brasileiros. Isso é reflexo de uma mudança cultural. O consumo de alimentos mudou bastante. A tabela ao lado mostra quanto de alimento cada pessoa compra por ano para sua casa.
Pesquisas mostram também que a obesidade está crescendo mais entre nas camadas mais pobres da população. Nos anos 1970, as pessoas com excesso de peso e obesos eram mais comuns entre os mais favorecidos. Hoje, a situação já é totalmente inversa.
É uma característica típica dos países mais desenvolvidos, e uma das causas é o aumento do poder de consumo da classe C. Outra mudança importante foi o êxodo rural. O Brasil tinha mais pessoas trabalhando na roça, queimando calorias, e hoje tem mais gente nas cidades, com empregos que exigem menos esforço físico.
Outra consequência das mudanças na sociedade é o avanço da obesidade entre os mais novos – um terço das crianças com entre cinco e nove anos está acima do peso, ainda segundo o IBGE. Não há mais espaço para se brincar na rua porque as cidades cresceram muito. Os espaços para atividade física estão nos condomínios de luxo e não nos bairros mais pobres. O resultado são crianças mais sedentárias.
A tudo isso se somam os hábitos alimentares, que também mudaram. Alimentos, mais gordurosos, como sanduíches e pizzas, entre outros, ganharam espaço na mesa do brasileiro, e também acarretam ganho de peso.
Dicas
É possível adquirir hábitos alimentares mais saudáveis mesmo com a rotina da sociedade moderna, como mostrou o Bem Estar desta segunda-feira (30). O programa teve a participação do sanitarista Nelson Arns, da nutricionista Lara Natacci e do ginecologista José Bento.
É possível adquirir hábitos alimentares mais saudáveis mesmo com a rotina da sociedade moderna, como mostrou o Bem Estar desta segunda-feira (30). O programa teve a participação do sanitarista Nelson Arns, da nutricionista Lara Natacci e do ginecologista José Bento.
A primeira dica apresentada pelos especialistas é sempre preparar a mesa. Enquanto você coloca
toalha de mesa, talheres, pratos, copos e arranjos, passa o tempo e a fome diminui.
Comer um pouco antes da refeição também ajuda. Uma pesquisa americana confirma que uma maçã 15 minutos antes da refeição reduz a quantidade de calorias ingeridas. A maçã é especialmente recomendada porque é muito rica em pectina, uma fibra que dificulta a absorção de gordura e açúcares – outras frutas, como o mamão e o abacaxi, têm a substância em menor quantidade.
Alimentos ricos em água aumentam a sensação de saciedade, o que é uma boa dica para comer menos. Ensopados e cozidos fazem diminuir o exagero nas refeições. Na sobremesa, melão e melancias são boas pedidas, assim como a gelatina. Fibras também têm o mesmo efeito, e por isso os alimentos integrais são considerados melhores.
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Outra dica que os médicos sempre dão é comer de três em três horas. Isso reduz a produção da grelina – o hormônio da fome – e faz com que você coma menos na hora das principais refeições.
Um cochilo antes da refeição também pode ser a solução para comer menos. O cansaço também provoca uma falsa sensação de fome, como se o corpo precisasse de uma fonte de energia. Então, a pessoa acaba procurando alimentos com absorção mais rápida, como carboidratos e açúcares.
Fonte:http://glo.bo/Q4PZ0a
29 de jul. de 2012
Falta de coordenação motora pode ser resolvida com exercícios
Marchar, andar em linha reta ou em ziguezague melhoram o controle.
Quando a falta de habilidade nos movimentos é grande, pode ser doença.
Quando a falta de habilidade nos movimentos é grande, pode ser doença.
Todo mundo conhece alguém que vive derrubando tudo que aparece pela frente. É a falta de coordenação motora, um problema comum, que normalmente vem desde cedo, mas que pode ser amenizado com alguns exercícios específicos.
O Bem Estar desta sexta-feira (27) recebeu a terapeuta corporal Mônica Monteiro e o fisioterapeuta David Costa. Eles ajudaram os outros convidados do programa – pessoas com falhas na coordenação motora – com dicas que você também pode seguir em casa.
Os movimentos do corpo dependem tanto do cérebro, que dá o comando, quanto dos músculos, responsáveis pela execução. Por isso, uma boa coordenação motora passa primeiramente por músculos bem estruturados.
A participação do cérebro vem na compreensão das informações. Uma pessoa só consegue executar bem o movimento se entender bem o que deve fazer.
A ação de uma pessoa pode ser coordenada, descoordenada – quando ela tem dificuldade para controlar seus movimentos corretamente – ou incoordenada – quando a pessoa pensa em fazer um movimento, mas faz outro.
A descoordenação pode ser por uma questão de pouca habilidade corporal, ou então por alguma lesão que prejudica os movimentos. Já a incoordenação geralmente está associada a alguma doença.
Tropeçar, esbarrar nos móveis e deixar objetos caírem no chão são aceitáveis para pessoas levemente descoordenadas. Porém, quando são muito recorrentes, podem sinalizar algum problema mais grave – como a dismetria, um distúrbio que faz com que a pessoa não tenha muita noção de distância.
Umas pessoas têm mais facilidade que outras, mas a coordenação motora está ao alcance de todos nós. Se os pais identificarem a dificuldade na criança, devem procurar um psicopedagogo para fazer os exercícios desde cedo.
Marchar é um exercício perfeito de coordenação motora, pois os braços fazem o movimento contrário ao das pernas. Outras boas opções são andar em linha reta ou em ziguezague.
Fonte: Programa Bem estar -rede Globo.
25 de jul. de 2012
TDAH e Escolas.
TDAH e Escolas.
Qui, 22 de Março de 2012 13:30 Escrito por ABDA
Antes de qualquer coisa, os professores devem fazer uma avaliação dos
pontos abaixo:
- Qual
é a dificuldade mais importante do aluno portador de TDAH? O que mais
atrapalha no desempenho escolar daquele aluno?
Ao conseguir responder essas perguntas, o professor cria melhores
condições para traçar as estratégias que aplicará em sala de aula. Quando se
conhece aquilo que de fato tem atrapalhado o bom desempenho de um determinado
aluno fica mais fácil pensar em soluções viáveis e eficazes.
Depois disso, o segundo passo importante é saber distinguir o que o
portador é capaz de fazer do que ele não é (principalmente ao lidar com
comportamentos disruptivos) e assim não criar expectativas irreais. Talvez essa
seja uma das partes mais difíceis, mas não desanime, observar o aluno e estudar
sobre o TDAH são as melhores formas de se preparar para fazer essa ditanção
sobre o que é sintoma e/ou consequencia do transtorno daquilo que não é. Nesse
sentido, cuidado para não repreender o tempo todo: sintomas primários NÃO
podem ser punidos!
Recompensar progressos sucessivos ao invés de esperar pelo comportamento
perfeito! Essa é uma dica de ouro! Independente de ser portador de TDAH, essa
dica deve valer para todos e para todo processo de mudança importante. Para o
TDAH é ainda mais válido porque os portaodres tem mais dificuldade em lidar com
recompensas a longo prazo.
- Não
deixar flutuações de humor ou cansaço interferirem no trabalho de inclusão
e agir da mesma forma mesmo quando as situações se modificam. Na
implementação das estratégias de sala de aula o papel do professor é de
extrema importância, é quase imensurável a diferença que um professor
informado e motivado corretamente pode fazer para seus alunos!!!
- Todos
os recursos abaixo podem e dever usados para as alunos portadores de TDAH.
Construí-los de uma forma divertida e em grupo com os alunos ajuda ainda
mais a engajá-los na importância de tais ferramentas.
o
Lembretes em agendas e/ou cadernos
o
Listas de tarefas
o
Anotações em provas e trabalhos
o
Quadro de Avisos e cronogramas, servindo como ferramentas organizadoras
de horários e datas importantes.
o
Uma outra dica ainda dentro dessa dica é eleger juntos com os alunos
alguns representantes para serem responsáveis por cada um desses recursos.
O importante é o resultado e não o processo. Esse é um dos conceitos da
educação inclusiva que não pode ser perdido de vista. O ideal não é tentar
encaixar a todo custo um aluno com especificidades em um modelo educacional que
mais dificulta do que facilita o aluno portador de TDAH a desenvolver sua
competência.
- Conversar
com a criança e seus pais sobre o método mais fácil de estudo em casa.
Isso facilita muito a vida dos portadores. Proponha aos pais alguns
“experimentos” de formas de estudos diferentes até que seja encontrada a
mais adequada para aquele aluno, contanto que inclua uma programação de
estudo com intervalos e assim não acumular matéria.
- Ambientes
com muitos distratores / estímulos externos devem ser evitados. Uma sala
de aula deve contar apenas elementos necessários para a situação de aula
daquele momento. Murais com muitas informações ficam melhor colocados nos
corredores por exemplo. Músicas ou barulhos externos com frequência também
devem ser evitados.
- No
ambiente escolar, evitar instruções muito longas e parágrafos muito
extensos! Isso certamente será apreciado e facilitará o aprendizado de
todos os alunos sem exceção.
Por exemplo: Provas com enunciados longos funcionam muito mais como "armadilha" do que uma tentativa de escalrecimento da pergunta. Espaço entre as perguntas e clareza nas instruções são imprescindíveis para uma melhor realização de provas. - Uma
boa forma de envolver todos os alunos e principalmente os portadores de
TDAH é solicitar que um aluno a repita a instrução que você acabou de dar
para a realização de uma determinada tarefa (alternância entre os alunos /
aumenta a atenção de toda a turma)
- Atividades
que exijam maior integridade da atenção sustentada devem ser feitas
preferencialmente no início da aula, ou seja, as tarefas que demandem mais
atenção contínua por um péríodo de maior devem ser priorizadas e assim
serem feitas no início da aula.
- Por
exemplo: Provas deverão acontecer no primeiro tempo de aula. No último
tempo o aluno já teve várias aulas, de várias matérias, que acabam
funcionando como elementos de distração e podem prejudicar todos os
alunos, especialmente os portadores desnecessariamente.
- Conscientizar
os alunos portadores de TDAH do tipo de prejuízo que o comportamento
impulsivo pode trazer tanto para ele quanto para o grupo. Os portadores
precisam se dar conta de que interromper a fala da professora ou a
andamento das atividades pode ser altamente improdutivo para ele e para o
grupo. Isso deve ser feito individualmente e de forma que não culpe o
aluno. Apenas sirva como uma conversa esclarecedora.
Em breve mais dicas no site: www.atencaoprofessor.com.br.
O Efeito do TDAH no Casamento
O Efeito do TDAH no Casamento
Qui, 22 de Março de 2012 12:43 Escrito por ABDA
Pessoas que convivem diariamente com portadores de TDAH sabem como essas relações podem se tornar difíceis e desgastantes. Estudos recentes têm focado especificamente nas dificuldades que surgem em casamentos onde apenas um, ou ambos os cônjuges são portadores de TDAH. Esses casamentos muitas vezes vivem sucessivas crises que em muitos casos, podem levar ao divórcio.
Alguns autores defendem a existência de um perfil consistente e previsível de casamentos prejudicados pelo TDAH e, que ao identificar esses aspectos é possível traçar uma estratégia de tratamento que permita que o casal se relacione melhor com as dificuldades impostas pela convivência com um portador de TDAH.
Igual a todos os casamentos, os casamentos afetados pelo TDAH podem variar entre exemplos de grande sucesso ou de completo desastre, no entanto, os casamentos afetados negativamente pelo TDAH são especificamente mais problemáticos e com maiores chances de terminarem em divórcios e mais desgaste emocional.
Existem muitas formas de se vivenciar os prejuízos do TDAH em um casamento. A primeira é que quando se está casado com um portador de TDAH, muitas vezes, o cônjuge que não é portador de TDAH se sente ignorado e solitário no relacionamento. Por ourto lado, o cônjuge portador de TDAH tem sempre a sensação de nunca conseguir corresponder às expectativas do seu parceiro(a). O cônjuge que convive com um portador de TDAH frequentemente experimenta o sentimento de estar lidando “com mais uma criança em casa”, de que está sempre se queixando e cobrando que o outro cumpra com as suas obrigações, o que gera insatisfação e frustrações intermináveis. A médio prazo, o efeito deste ciclo na relação é extremamente negativo uma vez que pode suscitar no cônjuge portador de TDAH a sensação de estar sendo controlado justamente pela pessoa (seu marido/esposa) que deveria ocupar um lugar de parceria.
Não importa o quanto o indivíduo com TDAH tente, ele nunca consegue satisfazer minimamente as expectativas do cônjuge, sempre responde com um desempenho inferior ao esperado, se sente constantemente cobrado, mas nunca satisfaz as demandas do outro. A sensação que ele experimenta é de estar vivendo continuamente um interminável ciclo de cobranças.
Se alguma dessas descrições parecerem familiares, é porque provavelmente o casamento está sofrendo com o efeito nocivo dos sintomas do TDAH. Vidas emocionais estão em risco. Os estudos científicos mostram como os portadores de TDAH são duas vezes mais suscetíveis a divórcios do que as pessoas não portadoras de TDAH (Bierderman et al. in 1993). Esses dados não significam que os portadores de TDAH são incapazes de estabelecer bons relacionamentos afetivos. Nesses casamentos, na maioria das vezes o fracasso se deve ao fato de ambos os cônjuges serem vítimas de uma combinação de sintomas de TDAH não compreendidos e, portanto, interpretados como comportamento voluntário do outro.
O desencadeamento de uma série de respostas negativas previsíveis em ambos os cônjuges cria uma espiral descendente no casamento. As características destrutivas em um relacionamento não são exclusividade dos sintomas do TDAH, mas as consequências de um padrão de relacionamento que incluem os sintomas do TDAH e as respostas equivocadas a estes sintomas, geram crises conjugais, muitas vezes insolúveis. Esse padrão é conhecido como ciclo sintoma-resposta, que é a base da má comunicação que se instala no casamento com indivíduos com TDAH.
Em casamentos que se encontram em situações extremas, onde a esperança parece ter desaparecido e onde um não reconhece mais no outro aquela pessoa por quem se apaixonou, existem estratégias que podem ser adotadas pelo casal para que juntos conseguam construir uma relação que possa coexistir com a presença do TDAH.
Para reconstruir com sucesso um casamento prejudicado pela presença do TDAH é necessário, primeiramente, que ambos os cônjuges estejam dispostos a buscar tratamento especializado e dispostos a fazer mudanças. A responsabilidade pelo casamento não pode recair somente sobre aquele que tem TDAH. Se o casamento se encontra em crise, é possível que seja consequência do comportamento do casal. Somente mudando a forma com que ambos interagem emocionalmente é que pode ser feita uma mudança na qualidade do relacionamento.
Para reconstruir com sucesso um casamento prejudicado pela presença do TDAH é necessário, primeiramente, que ambos os cônjuges estejam dispostos a buscar tratamento especializado e dispostos a fazer mudanças. A responsabilidade pelo casamento não pode recair somente sobre aquele que tem TDAH. Se o casamento se encontra em crise, é possível que seja consequência do comportamento do casal. Somente mudando a forma com que ambos interagem emocionalmente é que pode ser feita uma mudança na qualidade do relacionamento.
Em segundo lugar, ao entender qual o papel que o TDAH desempenha na dinâmica da relação, é possível com ajuda de um profissional especializado melhorar a comunicação entre o casal e evitar que as mesmas respostas que levaram o casal ao conflito permanente continuem se repetindo. Nesses casos, o conhecimento sobre o TDAH e seus efeitos no casamento é uma ferramenta fundamental e permite que o casal resignifique comportamentos que antes eram vistos como sendo “má vontade” e “preguiça”, possam ser vistos como sintomas do TDAH.
Algumas estratégias benéficas que o casal pode tentar estabelecer tendo como objetivo a melhora na comunicação do casal.
1. Restabelecer e cultivar a empatia pelo cônjuge, tentar entender o porquê do outro apresentar comportamentos específicos sem antecipar a intenção do outro. Olhar para si mesmo e para as suas responsabilidades e refletir de que maneira as suas ações reverberam no outro e quais as consequências delas.
2. Evitar que as mesmas emoções acarretem nas mesmas respostas. Identifique onde o padrão se repete e trabalhe exaustivamente para ter uma reação diferente da comum, que você já sabe que não funciona.
3. Responder agressivamente à distração do(a) seu(sua) marido(esposa) é muito menos eficaz do que tentar apoiá-lo e motivá-lo a mudar o seu comportamento. Mesmo que pareça que seu cônjuge portador de TDAH mereça as suas reclamações, entenda que, na verdade, com esta atitude agressiva ele vai se sentir cada vez mais desmotivado e cada vez menos amado e compreendido.
4. A busca de tratamento especializado é fundamental para que as estratégias de convivência sejam eficazes a longo prazo; frequentemente ambos os cônjuges precisam de algum tipo de tratamento (psicoterapia). Os anos de convívio dentro de um casamento com um portador de TDAH podem desenvolver ou agravar outras condições psicológicas do cônjuge, como: depressão, ansiedade, desesperança e outras questões subjetivas.
5. Finalmente, após todo um trabalho no sentido de melhorar a má comunicação que se instalou no casamento, o casal poderá resgatar uma posição positiva no relacionamento e empreender uma caminhada em direção à reconstrução de uma relação saudável.
Para maiores informações leia o livro:
ORLOV, M. The ADHD Effect on Marriage: Understand and Rebuild Your Relationship in Six Steps. Florida: Specialty Press, 2010.
Encontra-se disponível no site: www.amazon.com
O "MITO" DO TDAH: COMO ENTENDER O QUE VOCÊ OUVE POR AÍ
O
"MITO" DO TDAH: COMO ENTENDER O QUE VOCÊ OUVE POR AÍ
Professor da
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Mestre e Doutor em Psiquiatria e Saúde Mental
Pós-doutor em Bioquímica
Presidente do Conselho Científico da ABDA
Mestre e Doutor em Psiquiatria e Saúde Mental
Pós-doutor em Bioquímica
Presidente do Conselho Científico da ABDA
As dúvidas movem a ciência e permitem o progresso,
porque impulsionam os cientistas a tentar esclarecê-las. Dúvidas, portanto,
representam algo inestimável e imprescindível para todas as áreas da ciência;
para a medicina não é diferente. Existe atualmente um grande número de questões
não esclarecidas sobre diferentes aspectos de muitas doenças; são estas dúvidas
que estão ocupando os cientistas do mundo inteiro neste exato momento e vão
ocupa-los por toda sua vida profissional.
E o que fazem os cientistas? Eles fazem pesquisas
com critérios rigorosos para testar suas hipóteses. Para isto, devem submeter
seu projeto a um comitê de ética e ter cada etapa de seu trabalho avaliada e aprovada
antes mesmo de começar. Quando a pesquisa termina, os cientistas publicam os
resultados em revistas especializadas, para que os conhecimentos não apenas
sejam conhecidos por todos os demais cientistas, como também para que outros
possam verificar os resultados e tentar reproduzi-los para confirmá-los ou
rejeitá-los. A isto chama-se de método científico e é a única maneira de se
controlar os conhecimentos gerados por pesquisas.
Um cientista mal intencionado publicou resultados
fraudulentos? A única forma será verificar os resultados de sua pesquisa (eles
são obrigatoriamente armazenados durante muitos anos). Outro tirou conclusões
erradas a partir dos resultados de sua pesquisa? Basta verificar a metodologia,
conferir os resultados e ver se há outras conclusões possíveis. Alguém recebeu
verba de um patrocinador que potencialmente influenciou a análise dos
resultados? Informações sobre verbas são obrigatórias e caso haja uma infração,
nenhuma revista científica publicará mais artigos deste pesquisador. Existiu
alguma fraude com os dados? É possível saber verificando os materiais originais
da pesquisa e os relatórios publicados; várias revistas publicam imediatamente
editoriais quando descobrem algum tipo de erro ou fraude.
Portanto, somente o método científico nos dá a
segurança de que uma determinada informação é segura, porque deste modo ela
pode ser analisada, verificada, confirmada ou abandonada. Para isso existem as
revistas científicas especializadas que só publicam pesquisas que respeitaram o
método científico e que foram previamente avaliadas por um grupo de
pesquisadores imparciais e com experiência. Quando ocorrem erros, de qualquer
natureza, este é o único modo de eles serem descobertos e corrigidos: através
de publicações científicas padronizadas.
Agora, imagine que alguém lhe diga que “determinada
doença é causada por isto ou por aquilo” ou ainda que “determinado medicamento
causa este ou aquele problema”. Você aceitaria, de bom grado? Sem pedir nenhuma
comprovação científica? Sem pedir para ver os artigos científicos publicados em
revistas especializadas?
Como você pode saber se algo que um profissional de
saúde está dizendo é verdade? Qualquer ideia pode fazer algum sentido e mesmo
assim ser falsa; nem toda lógica é verdadeira, obviamente. Muitas vezes, um
discurso inflamado, aparentemente bem intencionado, é cheio de conclusões que
não tem qualquer fundamento científico e não se baseia em nenhum achado de
pesquisa. No Brasil, frequentemente pessoas fazem discursos e até mesmo iniciam
campanhas sobre saúde baseadas em suas opiniões pessoais ou suas crenças
políticas; ou seja, no que elas “acham”- é o famoso “achismo”.
E quanto ao TDAH? Existem dúvidas sobre inúmeros aspectos
específicos do TDAH, assim como existem com relação ao câncer, ao diabetes,
ao infarto do miocárdio, ao Parkinson, etc. Mas não existe nenhuma dúvida, no
meio científico, quanto a sua existência: o TDAH é um dos transtornos
mais bem estudados em toda a medicina e é descrito por médicos há mais de 2
séculos.
Mas por que algumas pessoas insistem em dizer que
“TDAH não existe”?
Em primeiro lugar, vamos esclarecer quem reconhece o
TDAH como uma doença: a Organização Mundial da Saúde. Além disso, no Brasil,
temos a Associação Médica Brasileira, a Associação Brasileira de Psiquiatria, a
Academia Brasileira de Neurologia e a Academia Brasileira de Pediatria. Você
não acha estranho que alguém conheça “uma verdade” que é ignorada por todas as
organizações médicas?
Bem, o modo mais simples e rápido de terminar uma
discussão sobre “a existência do TDAH” seria pedir que os indivíduos que negam
sua existência forneçam artigos científicos que sustentem sua opinião. Mas eles
jamais o farão, porque tais artigos.... não existem! O seu discurso sempre será
baseado no “achismo” e sempre dará a impressão de que estão lutando por uma
causa justa, para “defender” a população de algum mal terrível. Por outro lado,
artigos mostrando que existem bases neurobiológicas e genéticas no TDAH somam
mais de 10.000 atualmente (isto mesmo, dez mil, você leu corretamente).
Algumas pessoas, talvez, fiquem na dúvida sobre a
existência do TDAH porque “todo mundo tem um pouco”. O que ocorre é que todo
mundo tem alguns sintomas de TDAH; este diagnóstico é feito pela quantidade
de sintomas e não na base do “tudo ou nada”. Exatamente como no diabetes, na
hipertensão arterial, no glaucoma, na osteoporose, etc.: o que dá o diagnóstico
é a intensidade ou quantidade.
Existem também indivíduos que acreditam que todo e
qualquer problema de comportamento (TDAH nem sempre causa problemas de
comportamento, ressalte-se) é causado “pela sociedade”. Geralmente estas
pessoas estão fortemente envolvidas com grupos políticos que pregam
intervenções do governo na sociedade (também chamada de “engenharia social”,
muito comum nos regimes ditatoriais comunistas). Tais movimentos remontam à
ideia comprovadamente equivocada de que os homens nascem invariavelmente bons e
puros e é a sociedade que os corrompe. Estas ideias, que datam do século XVIII,
não sobreviveram aos achados da genética e das neurociências, que não existiam
naquela época.
Outros, ainda acreditam que todo e qualquer problema
psíquico é causado por fatores psicológicos, apesar da farta literatura
científica sobre as bases neurobiológicas e genéticas do TDAH. Desnecessário
dizer que geralmente tais indivíduos ganham a vida fazendo tratamento
psicológico para as doenças; raramente, entretanto, falam sobre o seu próprio
conflito de interesses.
Por fim, ainda há aqueles que tomam conhecimento de
diagnósticos errados de TDAH, de prescrições equivocadas de medicamentos, de
automedicação para fins recreativos ou para aumento do desempenho em provas e
passam então a dizer que “o diagnóstico é falho” ou “o tratamento é similar ao
uso de uma droga”. Não é difícil enxergar que a existência destes erros em nada
comprometem nem o diagnóstico nem o tratamento do TDAH. Pense nos antibióticos:
eles são muito prescritos de modo errado. Usam-se antibióticos, por exemplo,
para infecções de garganta com muita frequência, um uso sabidamente equivocado (elas
são causadas na maioria das vezes por vírus, que não são combatidos com
antibióticos). Nem por isso deve-se abolir os antibióticos, que curam e salvam
vidas quando usados corretamente. O mesmo exemplo ainda serve para aqueles
indivíduos que dizem que “os medicamentos para TDAH são inespecíficos e agem em
qualquer pessoa”: de fato, os antibióticos matam as bactérias em qualquer um,
mas só curam aqueles que estão com pneumonia.
TDAH não é um mito. Muito daquilo que se fala
contrariamente ao seu diagnóstico e tratamento são simplesmente “achismos”,
crenças sem fundamento objetivo ou científico; ou seja, são mitos. E mitos,
definitivamente, não são algo em que você deva confiar quando se trata de sua
saúde ou da saúde de seus filhos.
Fonte:Seg, 21 de Maio de 2012 13:42 Escrito por Paulo Mattos
TDAH - Algumas dicas para os pais.
TDAH - Algumas dicas para os pais.
Programas
de treinamento para pais de crianças com TDAH frequentemente começam com ampla
divulgação de informação.
Existe
uma grande quantidade de livros, vídeos e fitas disponíveis, com dados a
respeito do transtorno em si e de estratégias efetivas, que podem ser usadas
por familiares.
A
lista que segue revê alguns pontos, de uma série de estratégias, que podem
ajudar os pais de crianças portadoras de TDAH:
Mandamentos
1.
Reforçar
o que há de melhor na criança.
2.
Não
estabelecer comparações entre os filhos. Cada criança apresenta um
comportamento diante da mesma situação.
3.
Procurar
conversar sempre com a criança sobre como está se sentindo.
4.
Aprender
a controlar a própria impaciência.
5.
Estabeleça
regras e limites dentro de casa, mas tenha atenção para obedecer-lhes também.
6.
Não
esperar ‘’perfeição’’.
7.
Não
cobre resultados, cobre empenho.
8.
Elogie!
Não se esqueça de elogiar! O estímulo nunca é demais. A criança precisa ver que
seus esforços em vencer a desatenção, controlar a ansiedade e manter o
‘’motorzinho de 220 volts’’ em baixas rotações está sendo reconhecido.
9.
Manter
limites claros e consistentes, relembrando-os frequentemente.
10.
Use
português claro e direto, de preferência falando de frente e olhando nos olhos.
11.
Não
exigir mais do que a criança pode dar: deve-se considerar a sua idade.
Estudo
1 .Escolher cuidadosamente a
escola e a professora para que a criança possa obter sucesso no processo de
ensino-aprendizagem
2.
Não
sobrecarregar a criança com excesso de atividades extracurriculares.
3.
O
estudo deve ser do jeito que as crianças ou os adolescentes bem entenderem.
Tudo deve ser tentado, mas se o resultado final não corresponder às
expectativas, reavalie após algumas semanas e peça novas opções; vá tentando
até chegar à situação que mais favoreça o desempenho.
4.
Tenha
contato próximo com os professores para acompanhar melhor o que está
acontecendo na escola.
5.
Todas
as tarefas têm que ser subdivididas em tarefas menores que possam ser
realizadas mais facilmente e em menor tempo.
Regras do dia-a-dia
1.
Dar
instruções diretas e claras, uma de cada vez, em um nível que a criança possa
corresponder.
2.
Ensinar
a criança a não interromper as suas atividades: tentar finalizar tudo aquilo
que começa.
3.
Estabelecer
uma rotina diária clara e consistente: hora de almoço, de jantar e dever de
casa, por exemplo.
4.
Priorizar
e focalizar o que é mais importante em determinadas situações.
5.
Organizar
e arrumar o ambiente como um meio de otimizar as chances para sucesso e evitar
conflitos.
Casa
1.
Manter
em casa um sistema de código ou sinal que seja entendido por todos os membros
da família.
2.
Manter
o ambiente doméstico o mais harmônico e o mais organizado quanto possível.
3.
Reservar
um espaço arejado e bem iluminado para a realização da lição de casa.
4.
O
quarto não pode ser um local repleto de estímulos diferentes: um monte de
brinquedo, pôsteres, etc.
Comportamento
1.
Advertir
construtivamente o comportamento inadequado, esclarecendo com a criança o que
seria mais apropriado e esperado dela naquele momento.
2.
Usar
um sistema de reforço imediato para todo o bom comportamento da criança.
3.
Preparar
a criança para qualquer mudança que altere a sua rotina, como festas, mudanças
de escola ou de residência, etc.
4.
Incentivar
a criança a exercer uma atividade física regular.
5.
Estimular
a independência e a autonomia da criança, considerando a sua idade.
6.
Estimular
a criança a fazer e a manter amizades.
7.
Ensinar
para a criança meios de lidar com situações de conflito (pensar, raciocinar,
chamar um adulto para intervir, esperar a sua vez).
Pais
1.
Ter
sempre um tempo disponível para interagir com a criança.
2.
Incentivar
as brincadeiras com jogos e regras, pois além de ajudar a desenvolver a
atenção, permitem que a criança organize-se por meio de regras e limites e,
aprenda a participar, ganhando, perdendo ou mesmo empatando.
3.
Quem
tem TDAH pode descarregar sua “bateria” muito rapidamente. Se este for o caso,
recarregue-a com mais frequência. Alguns portadores precisam de um simples
cochilo durante o dia, outros de passear com o cachorro, outros de passar o fim
de semana fora, outros ainda de ginástica ou futebol. Descubra como a “bateria”
do seu filho é melhor recarregada.
4.
Evite
ficar o tempo todo dentro de casa, principalmente nos fins de semana. Programe
atividades diferentes, não fique sempre fazendo a mesma coisa. Leve todos à
praia, ao teatro, ao cinema, para andar no parque, enfim, seja criativo.
5.
Estabeleça
cronogramas, incluindo os períodos para ‘’descanso’’, brincadeiras ou
simplesmente horários livres para se fazer o que quiser.
6.
Nenhuma
atividade que requeira concentração (estudo, deveres de casa) pode ser muito
prolongada. Intercale coisas agradáveis com tarefas que demandam atenção
prolongada (potencialmente desagradáveis, portanto).
7.
Procure
sempre perguntar o que ela quer, o que está achando das coisas. Não crie uma
relação unidirecional. Obviamente, os pedidos devem ser negociados e atendidos
no que for possível.
8.
Use
mural para afixar lembretes, listas de coisas a fazer, calendário de provas.
Também coloque algumas regras que foram combinadas e promessas de prêmio quando
for o caso.
9.
Estimule
e cobre o uso diário de uma agenda. Se ela for eletrônica, melhor ainda. As
agendas devem ser consultadas diariamente.
Lembre-se sempre
1.
Procure
o máximo de informações possível sobre o TDAH: leia livros, faça cursos, entre
para organizações como a Associação Brasileira do Déficit de Atenção
(www.tdah.org.br), faça contato com outros pais para dividir experiências bem e
mal sucedidas.
2.
Tenha
certeza do diagnóstico e segurança de que não há outros diagnósticos associados
ao TDAH.
3.
Tenha
certeza de que o tratamento está sendo feito por um profissional que realmente
entende do assunto.
4.
Lembre-se
que seu filho (a) está sempre tentando corresponder às expectativas, mas às
vezes não consegue. Deve sempre lembrar-se aos pais que estes devem ser
otimistas, pacientes e persistentes com o filho. Não devem desanimar diante dos
possíveis obstáculos.
Fonte:Ter, 17 de Abril de 2012 11:54 Escrito por ABDA
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