17 de fev. de 2013

Tratamento biopsicossocial colabora na saúde do corpo e da mente


 
Tratamento biopsicossocial colabora na saúde do  corpo e da mente
Terapia proporciona visão integral do ser que compreende as dimensões física, psicológica e social do indivíduo.
 
A idéia preconcebida de que tratamento psicoterapêutico é coisa para quem tem algum distúrbio mental está sendo abolido, graças à necessidade do conhecimento de si mesmo. A psicoterapia é importante para que o indivíduo saiba lidar com os sintomas do medo, fobia, pânico, insegurança, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e depressão, causadores de desconforto e adoecimento físico e mental.
O tratamento psicopedagógico e de psicomotricidade para crianças que apresentam transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, déficit de atenção, fobia social, dislexia, distúrbios da lateralização, disgrafia, debilidade motora, dispraxias, instabilidade psicomotora e tiques tem se mostrado fundamental no apoio à família e à escola. Mediante intervenção de profissional especializado é possível utilizar recursos técnicos adequados a cada situação, acompanhar e orientar o desempenho da criança em casa e na escola, obtendo, dessa forma, resultados satisfatórios.
Do mesmo modo, por considerar a linguagem uma ferramenta de grande importância nas  relações interpessoais, a Cliasb dispõe de profissional especialista em fonoaudiologia para
tratar de problemas relacionados ao atraso no desenvolvimento da linguagem, gagueira, rouquidão (disfonia), ajustes vocais (entonação, timbre, volume), preparação vocal para cantores edemais profissionais da voz, dicção, oratória e também nos casos de alteração oromiofuncional (especialmente na correção da postura lingual em casos de uso de aparelho ortodôntico).
O tratamento biopsicossocial proporciona uma visão integral do ser e do adoecer que compreende as dimensões física, psicológica e social do indivíduo. A partir deste conceito, a capacidade e incapacidade de uma pessoa são constituídas pelas estruturas e funções do corpo, atividade e participação social e fatores ambientais.
Acolhendo crianças, adolescentes, adultos, idosos e casais, a Cliasb tem planos especiais que cabem no seu orçamento. Venha conhecer nosso espaço.
 Agende seu atendimento. CLIASB Clinica de Atendimento à Saude Biopsicossocial Ltda.
Telefone 3451-1170
 
Rosana Mendonça é Pedagoga e Psicanalista e Célia Cardoso O.Vilela Psicóloga e Psicoterapeuta.
 
 

16 de fev. de 2013

Sentir dor no corpo ao acordar pode indicar má postura durante o sono

Sentir dor no corpo ao acordar pode indicar má postura durante o sono

Além do jeito de dormir, postura do dia a dia também influencia nas dores.
Por outro lado, acordar cansado pode ser sinal de um distúrbio do sono.


A hora de dormir é aquela hora para descansar e recuperar as energias para o dia seguinte. Porém, algumas pessoas costumam acordar com dores no corpo e ainda mais cansadas do que no dia anterior e isso pode ser um sinal de má postura durante o sono, como explicou o médico do esporte Gustavo Magliocca no Bem Estar desta quinta-feira (14).
Quando a pessoa dorme, ela passa em média oito horas na mesma posição – se ela não for adequada, pode acontecer o alongamento e também o encurtamento de alguns músculos, o que causa a dor. Em alguns casos, é comum até a pessoa “travar” e não conseguir nem levantar da cama.
Colchão (Foto: Arte/G1)
Por exemplo, dormir de lado com as pernas esticadas e as mãos debaixo do travesseiro pode prejudicar diversas articulações do corpo.
Para se proteger, é ideal que o travesseiro deixe a cabeça em um ângulo de 90 graus em relação aos ombros e que a pessoa use um segundo travesseiro para abraçar e outro para colocar entre as pernas (como mostra o infográfico acima).
Dormir de bruços ou com a barriga para a cima também pode fazer mal. Além das dores, dormir de mau jeito pode causar também lesões nos ligamentos da coluna e hérnia de disco, como foi o caso do empreendedor William Hertz mostrado na reportagem da Daiana Garbin.
Ele acordava todos os dias sentindo uma dor que irradiava por todo o corpo, incômodo que dificultava nas atividades mais simples do dia a dia, como escovar os dentes e levantar da cama (veja no vídeo ao lado).
Para melhorar as dores que ele sentia ao acordar, ele teve que se exercitar e emagrecer, mas a luta não foi fácil. Segundo o médico do esporte Gustavo Magliocca, essa dor limita movimentos simples e deve ser bem avaliada por um médico para não atrapalhar a vida do paciente.
É preciso prestar atenção também ao tipo do travesseiro, que são os maiores responsáveis pelo torcicolo, um espasmo muscular causado por erro postural. O problema pode ser tratado com um relaxante muscular apenas, mas existem casos que precisam de massagem, fisioterapia e até o uso do colar cervical. A dica para se proteger é não usar o travesseiro muito alto ou muito baixo.
 
O neurologista Marcelo Calderaro alertou que, fora as dores no corpo, também existe a possibilidade de as pessoas sentirem dor de cabeça ao acordar, o que pode prejudicar muito a qualidade do sono.
As causas mais freqüentes para esse problema geralmente não são graves, como estresse, ansiedade, depressão, uso excessivo de analgésicos, ressaca e até mesmo distúrbios, como a apneia do sono.
A apneia, inclusive, pode fazer com que a pessoa acorde com sono porque, ao roncar, ela não consegue dormir direito. Outros distúrbios como bruxismo e insônia também podem prejudicar o sono e trazer conseqüências como mau humor e até queda do sistema imunológico.
Apneia1 (Foto: Arte/G1)
Dor nos pés
A Marina Araújo foi conhecer a história da professora Gilvana de Oliveira, que tem fascite plantar e sente muitas dores no pé, principalmente quando acorda (veja no vídeo ao lado). Segundo o ortopedista Gustavo Magliocca, a fascite plantar é uma inflamação da musculatura da sola do pé. A Gilvana fazia escalda-pés e alongamentos no fim do dia, mas nada disse resolvia o problema, apenas aliviava as dores.
Na maioria dos casos, a pior dor acontece de manhã quando o músculo está estendido, como explicou o médico do esporte Gustavo Magliocca. Normalmente, começa a doer na região do calcanhar e, com o tempo, a dor vai se espalhando pela sola ou lateral do pé, momento que mais incomoda. Usar calçados adequados e anatômicos e fazer exercícios de pouco impacto, como ciclismo e natação, pode ajudar a aliviar os efeitos dessa inflamação, como disse o médico.
Fonte: Programa Bem Estar http://glo.bo/WpOA6s

Hábito alimentar da família influencia na formação do paladar das crianças

Hábito alimentar da família influencia na formação do paladar das crianças

Casa precisa ter ambiente saudável, sem guloseimas e alimentos calóricos.
Pais devem colocar horários para as refeições e comer junto com os filhos.

Para crescer e ter uma vida saudável, é importante que as crianças sejam incentivadas aos bons hábitos alimentares desde cedo. Por isso, os pais devem criar um ambiente familiar livre de guloseimas, tentações e alimentos calóricos, como alertou o nutrólogo Mauro Fisberg no Bem Estar desta quarta-feira (6).
Se os pais não têm preocupação com a alimentação, os filhos crescem com o mesmo pensamento e dificilmente terão um estilo de vida saudável. Para incentivar e ajudar na formação do paladar das crianças, é importante que eles tenham horários para as refeições e que a família se junte para comer, como recomendou a nutricionista Sônia Tucunduva.
saiba mais
Segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, o controle da dieta dos pequenos deve existir, mas sem radicalismos – por exemplo, os pais podem liberar algo que está fora do cardápio uma vez por semana. Nos outros dias, eles devem incentivá-los a comerem de 3 a 5 frutas e salada antes das refeições.
A família precisa tomar cuidado também com as gorduras, frituras, doces e refrigerantes, principalmente como forma de recompensar as crianças por algo bom que elas fizeram. A dica é formar o paladar dos pequenos oferecendo novos sabores e fazendo com que eles experimentem diferentes alimentos de forma gradativa.
Para o endocrinologista Alfredo Halpern, é importante não proibir ou permitir muito, apenas controlar já que o equilíbrio ajuda no desenvolvimento da criança. De acordo com o médico, além do incentivo à boa alimentação, os pais devem também influenciar os filhos a praticar esportes e passar menos tempo navegando na internet.
No caso das crianças que cresceram sem essas orientações ou limites, elas podem sofrer no futuro com o excesso de peso, que podem levá-las à necessidade de realizar uma cirurgia bariátrica.
Porém, mesmo nesse caso, a reeducação alimentar também é necessária já que o resultado da cirurgia só é eficaz se o paciente conseguir mudar os hábitos. Por isso, há uma preparação feita por uma equipe multidisciplinar antes e depois da operação, para que a pessoa não volte a engordar.
Cirurgia Bariátrica (Foto: Arte/G1)
O programa mostrou a história do Mateus, um jovem de 17 anos, que recorreu à redução de estômago após tentar perder peso de diversas outras maneiras. Depois da cirurgia, ele conseguiu eliminar 11 kg e teve grande mudança na sua vida, como mostrou a repórter Daiana Garbin (veja no vídeo ao lado).
Porém, o endocrinologista Alfredo Halpern alerta que reduzir o estômago apenas troca a doença da obesidade por um procedimento que exigirá cuidados para o resto da vida. Ou seja, não é apenas fazer a cirurgia, mas também adotar um estilo de vida novo com a prática de atividade física e dieta saudável para ajudar não só a perder peso, mas também a mantê-lo.
Tudo isso mostra que, na maioria dos casos, o que importa é a reeducação alimentar. Mesmo após a cirurgia bariátrica ou até mesmo em pacientes que não a realizaram, sejam crianças, adultos ou idosos, a adoção de um estilo de vida com uma dieta controlada e sem excessos traz diversos benefícios à saúde.

Impotência sexual atinge 25 milhões de brasileiros acima dos 18 anos

Impotência sexual atinge 25 milhões de brasileiros acima dos 18 anos

O urologista Sidney Glina e o consultor Alfredo Halpern explicou influências hormonais do problema.


Impotência sexual é um assunto sobre o qual muitos homens evitam falar, mas atinge, em algum grau, 25 milhões de brasileiros acima dos 18 anos. Entre a faixa dos 40 anos, 30% não conseguem ter relações por falta de ereção. Mas o problema tem tratamento, que pode variar de terapia a prótese peniana, passando por remédio oral e injeção.
No Bem Estar desta quarta-feira (11), estiveram o endocrinologista Alfredo Halpern, que também é consultor do programa, e o urologista Sidney Glina. Eles explicaram a influência de hormônios e outros fatores no aparecimento da disfunção erétil. Também destacaram que essa é uma situação que deve ser trabalhada e resolvida a dois.
Impotência sexual (Foto: Arte/G1)
Para ter uma ereção, o homem precisa receber estímulos, que podem ser uma visão, um toque ou pensamento. E é necessário haver um equilíbrio de hormônios, nervos e circulação. Nas ruas, o apresentador Fernando Rocha e a repórter Marina Araújo conversaram com homens e mulheres sobre o assunto.
No estúdio, os especialistas disseram que o excesso de adrenalina e ansiedade também pode prejudicar o desempenho na relação. Segundo Halpern, o sexo deve ser natural, sem se preocupar tanto com a performance. Por outro lado, afirmou ele, as mulheres estão mais liberadas e exigem mais dos parceiros.
É importante diferenciar quando há um falha eventual, motivada por fatores específicos, de quando o problema requer acompanhamento médico. O tratamento inicia-se com uma avaliação laboratorial para saber como estão o metabolismo, o colesterol e os triglicérides.
Mesmo que o paciente busque uma terapia de apoio, caso a origem seja psicológica, costuma-se indicar remédio via oral para ajudar a resolver a impotência. Mas é bom conhecer os riscos de vício psicológico no medicamento, pois muitos homens sem a doença fazem uso deles apenas para melhorar o desempenho sexual.
Dados internacionais revelam que até 70% dos pacientes respondem bem ao tratamento com medicação. Quando o homem não reage ao remédio, porém, é indicado o implante de prótese peniana.
Com a idade, a tendência é que o distúrbio se agrave. E quem tem ejaculação precoce pode ter impotência mais tarde. Além disso, os mais velhos costumam a ficar mais doentes, tomar mais remédios e sofrer mais complicações psicológicas, hormonais e vasculares. Depois dos 30 anos, já começam a diminuir os níveis de testosterona no corpo masculino.
Doenças cardiovasculares também podem dificultar a ereção, porque tornam os vasos sanguíneos mais rígidos e atrapalham a vasodilatação. Já a diabetes interfere nos nervos e vasos, comprometendo o processo. Por isso, deve-se controlar as taxas de glicose.
Problemas na próstata e uso de anabolizantes ou remédios contra depressão, hipertensão ou para emagrecer também podem piorar a situação. O cigarro, por sua vez, obstrui os vasos, levando menos sangue até os corpos cavernosos do pênis. O sedentarismo aumenta a gordura abdominal, atinge os vasos e diminui a testosterona. Além disso, o estresse e a depressão interferem nos sinais cerebrais e podem desencadear a perda do desejo sexual.
Fonte Programa Bem Estar.http://glo.bo/lULDEi

Especialistas falam sobre os riscos do açúcar para obesidade e diabetes

Especialistas falam sobre os riscos do açúcar para obesidade e diabetes

Endocrinologista Maria Lúcia Giannella foi a convidada desta quarta (4).
Consultor Alfredo Halpern também tirou dúvidas sobre a substância.

 
O açúcar não está presente apenas em doces, frutas e refrigerantes, mas também em alimentos salgados como pães e massas, que se transformam em glicose dentro do organismo. A diferença entre eles está na velocidade com que caem na corrente sanguínea: o doce leva poucos segundos, enquanto as moléculas dos demais podem demorar até uma hora para serem quebradas.
Em excesso, o açúcar pode provocar obesidade e diabetes tipo 2, doenças que são facilmente evitadas, com atividade física e reeducação alimentar. Para falar sobre os perigos dessa substância de alto poder calórico e sobre como prevenir a diabetes, estiveram no Bem Estar desta quarta-feira (4) os endocrinologistas Maria Lúcia Giannella e Alfredo Halpern, que também é consultor do programa. Segundo os médicos, a gordura abdominal predispõe a doenças metabólicas.
Tomar uma bola de sorvete é o mesmo que comer uma colher e meia de sopa de açúcar. Veja abaixo quanto há em outros alimentos:
 
Arte Bem Estar açúcar (Foto: Arte / G1)
 
 
Apesar dos riscos, o açúcar não é apenas um vilão: a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que ele responda por 10% do consumo total de calorias diárias. Em colheres de sopa, a quantidade não deve passar de quatro, o equivalente a 50 gramas.
Por dia, um indivíduo deve ingerir de 45% a 65% das calorias sob a forma de fibras e carboidratos complexos (batata, arroz, pães e massas), 10% de açúcares livres (de mesa, refrigerantes, sucos artificiais, doces e guloseimas), de 10% a 15% de proteínas (leites, derivados e carnes) e de 15% a 30% de gorduras. Produtos diet não contêm açúcar, enquanto os light apresentam quantidade reduzida de calorias e podem ser adoçados.
 
O Bem Estar mostrou, ainda, a incrível história da mulher que há dez anos toma 12 litros de refrigerante por dia e não é gorda, mas sofre de pressão alta (20 por 11 sem medicação e 16 por 8 com). Antigamente, a funcionária pública Vera Lúcia Fernandes, de 56 anos, bebia 16 litros. E também é fumante.
Só com o refrigerante, Vera Lúcia consome 1,2 quilo de açúcar por dia, 8,6 quilos por semana, 37 quilos por mês e 451 quilos por ano – quase meia tonelada. Além disso, a bebida apresenta uma alta concentração de sódio. Por mês, a funcionária pública gasta R$ 430 com refrigerante, e R$ 5.280 por ano. O vício, que causa abstinência, tremedeiras e já a fez procurar terapia, não atinge só ela, mas o filho e o neto de 7 anos, que começou a receber a bebida com 3 meses de vida.
Muitos não abusam do açúcar no refrigerante, mas no café. Foi o que mostrou o repórter Renato Biazzi. Sem se dar conta, as pessoas adoçam o cafezinho durante o expediente e perdem a conta. Ao longo do dia, são vários copinhos. Quem toma cinco cafés, por exemplo, chega a consumir de 10 a 12 colheres de açúcar.
O caminho do açúcar
Quando os alimentos passam pelo intestino, onde a glicose é absorvida, há um sinal para que o pâncreas produza insulina, hormônio responsável por fazer com que a glicose que chegou à corrente sanguínea entre nas células e nos músculos do corpo, que usam o açúcar como fonte de energia.
Quem ingere mais glicose que o necessário acaba armazenando a substância sob a forma de gordura. A insulina também faz com que a glicose entre nas células do tecido adiposo, por isso o excesso desse hormônio acarreta ganho de peso.
Já na falta da insulina, que ocorre em diabéticos, a glicose não consegue entrar nas células e fica na corrente sanguínea, não se transformando em energia. Isso causa a hiperglicemia, ou seja, alto índice de açúcar no sangue - que também pode estar presente na urina.
Tipos de diabetes
Na diabetes tipo 1, um processo imunológico destrói as células que fabricam insulina. Em geral, a doença se manifesta na infância ou adolescência, e o pacientes precisam tomar insulina pelo resto da vida.
O tipo 2 é o mais comum. Na maioria das vezes, está associado à obesidade ou à presença de gordura abdominal. Costuma aparecer depois dos 45 anos de idade. O tratamento é feito com remédios, exercícios físicos e dieta.
A diabetes pode ser, ainda, gestacional, que aparece apenas durante a gravidez, ou decorrente do uso de medicamentos e pancreatite crônica.
Quem é diabético deve contar todos os dias a quantidade de açúcar que consome. Também precisa controlar o açúcar contido nas frutas.
Os sinais de alerta para a doença são: ter o problema na família, excesso de peso, vida sedentária, mais de 40 anos, pressão, colesterol e triglicérides altos, usar corticoides e anticoncepcionais e, no caso das mulheres, ter tido filhos com mais de 4 quilos, abortos ou natimortos.
Entre os sintomas da diabetes tipo 2, estão infecções frequentes, alterações visuais, dificuldade de cicatrização de feridas, formigamento dos pés e furúnculos.
Açúcar refinado e adoçante
O açúcar refinado não é necessário na alimentação porque existem outras fontes mais saudáveis. O ideal é optar pelos tipos mascavo ou orgânico. Apesar disso, eles custam mais caro e adoçam menos.
Já o adoçante é uma substância doce, mas o corpo não ganha energia com esse produto químico. Alguns estudos revelam efeitos colaterais do excesso de adoçante, como retenção de líquido e obesidade.
Fonte: Programa bem estar http://glo.bo/iTZyon.

30 de set. de 2012

TOC: TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO


 
                                         TOC: TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO

Ana Beatriz Barbosa Silva – Médica Psiquiatra

(Resumo de alguns capítulos do livro Mentes e Manias TOC: Transtorno obsessivo-compulsivo, com conceitos da autora)

.
 Segundo a autora para que os pensamentos sejam considerados obsessivos, eles devem ser desagradáveis, intrusivos, indesejáveis, repetitivos e causam  desconforto, culpa e muita ansiedade. Eles estão relacionados com o medo e ganham dimensões muito mais amplas.

 Na prática clinica diária é possível observar que as obsessões tendem a se apresentar em grupos bem característicos. Alguns envolvem medo de contaminação, dúvidas persistentes, blasfêmias religiosas, desejos agressivos, entre outros. São elas:

 Obsessão de agressão: preocupação em ferir os outros ou a si mesmo, insultar, impulsos de agredir.

 Obsessão de contaminação: preocupação constante com sujeira, germes,  contaminação por vírus e bactérias, pó, apertos de mão, medo de ser contaminado em visitas hospitalares, velórios cemitérios etc.

Obsessão de conteúdo sexual: pensamentos persistentes de fazer sexos com pessoas impróprias ou em situações estranhas, pensamentos obscenos, imagens pornográficas recorrentes, impulsos incestuosos.

 Obsessão de armazenagem e poupança: idéia fixa em colecionar ou acumular vários tipos de objetos. A pessoa não consegue desfazer-se de  qualquer coisa por achar que tudo poderá ser útil no futuro ( embalagens, papéis velhos, jornais, revistas, tampinhas de refrigerantes etc.)

Obsessão de caráter religioso: pensamentos recorrentes de escrupulosidade, blasfêmias, pecado, certo/errado, de falar obscenidades na igreja.

 Obsessão por simetria: idéias constantes de exatidão ou alinhamento de objetos, roupas, decoração etc. A pessoa tem uma sensação vaga de que é errado ou incomodo ver coisas desarrumadas e desalinhadas.

 Obsessão somática: preocupação excessiva com doenças. Sentem alguma dor no peito e já começam a pensar obsessivamente em alguma cardiopatia grave.

Obsessão ligada a dúvidas: preocupação constante com o fato de não confiar em si mesmo, como não ter certeza se fez algo direito ou se realmente realizou determinada tarefa (fechar a janela deixar uma encomenda etc.). Precisa certificar-se repetidas vezes de que está tudo bem (checam várias vezes as fechaduras das portas e as bocas do fogão).

Para afastar as idéias negativas da cabeça e certificar-se de que não será contaminada, ela trata de lavar as mãos, demorada e meticulosamente. Tais comportamentos repetitivos, cujo objetivo é diminuir a ansiedade causada pelas obsessões, recebem o nome de compulsões.

É importante destacar que a pessoa com obsessões e compulsões tem consciência de que elas são irreais e ilógicas e muitas vezes se acha idiota e tola por ter de executar seus rituais. No entanto, acaba realizando-os do mesmo jeito por não suportar a ansiedade que sente.

 Apesar de a pessoa apresentar comportamentos compulsivos com a intenção de aliviar a ansiedade e afastar o medo, o prejuízo por eles causado é muito maior do que o aparente benefício. Primeiro, porque o alivio é temporário e a ansiedade ressurgirá assim que a pessoa voltar a ser assaltada pelos pensamentos obsessivos, necessitando executar os rituais novamente. Segundo, porque essa pessoa é torturada pela dúvida interminável e, assim, por mais cuidadosamente que tenha executado o ritual, sempre ficará se questionando se esqueceu alguma coisa, obrigando-se então a fazer tudo outra vez.

                                          COMPULSÕES MAIS COMUNS


Temos sempre que ter em mente que as compulsões são o elemento comportamental de sua contraparte mental (os pensamentos). Assim, há rituais e compulsões de limpeza ou desinfecção, de checagem ou verificação, de contagem, de organização ou simetria, de colecionamento, de repetição e de atos mentais.

 Compulsão ou mania de limpeza e lavagem

  Lavar as mãos em excesso, a ponto de irritar e ferir a pele; tomar banhos intermináveis, executados com uma seqüência própria e predeterminados; usar em excesso produtos de limpeza como álcool, água sanitária, detergente, entre outros.

 Compulsão ou mania de ordenação e simetria

 São rituais desgastantes que envolvem ordenação e organização. A pessoa que sofre com isso se obriga a guardar ou arrumar determinados objetos sempre da mesma forma, na mesma posição e, geralmente, mantém alguma proporção ou simetria em relação a outros objetos. Pode haver também a simetria do toque: por exemplo, a pessoa esbarrar com o braço direito, ainda que por acaso, em local e se vê obrigada a fazer o mesmo com o braço esquerdo.

Compulsão ou mania de verificação ou checagem

 Conferir inúmeras vezes janelas, portas, botões de fogão, torneiras, bicos de gás, se o filho já chegou da escola, se o ferro está desligado, se o despertador está programado para tocar na hora certa etc.

Compulsão ou mania de contagem

Contar até dez em ordem crescente e decrescente, até cem a cada pensamento intruso e de conteúdo ruim que venha à mente etc. pode ocorrer também a obrigatoriedade de uma ação ( lavar as mãos) ter de ser repetida cinco, dez, dezoito vezes, ou qualquer outra quantidade, dependendo do pensamento mágico do paciente em relação a determinado número.

Compulsão ou mania de colecionamento

 Entulhar a casa com caixas, jornais, vidros, contas pagas, manuais, agendas antigas, laços de presente, restos de lápis, borrachas etc.

Compulsão ou mania de repetição

 Trata-se de repetições de ações menos específicas, como ligar e desligar o interruptor de luz, entrar e sair pela mesma porta, escrever a mesma frase várias vezes, apagar e reescrever, sair do quarto, ir até a cozinha e voltar diversas vezes. Quase sempre ocorrem em conjunto com outras, como ter de repetir a checagem, a lavagem e outras compulsões certo número de vezes.

 Compulsão ou mania mental

Por serem encobertos, esses rituais são praticamente impossíveis de detectar, a menos que a pessoa que os tenha concorde em falar sobre eles. São atos mentais voluntários realizados para tentar neutralizar os pensamentos geradores de grande ansiedade. Entre eles estão: rezar por horas a fio para evitar que algo ruim ocorra a alguém querido, pensar em frases, palavras, números ou símbolos aos qual a pessoa atribui significados de proteção e para afastar as idéias desconfortáveis.


Compulsões ou manias diversas

Atos supersticiosos como só vestir roupas de determinada cor, só usar branco em dias santos, não usar roxo, marrom ou preto; cuspir ao passar por esquinas com velas; usar a mesma roupa em véspera de provas ou concursos; comprar carros da mesma cor, entre outros.

As pessoas com TOC sofrem duplamente porque acham inaceitáveis  determinados pensamentos, como se obrigam a executar ¨neutralizações¨ que lhes tomam tempo, paciência e saúde, sob pena de, segundo sua ótica ansiosa, serem responsabilizados por algum acontecimento terrível. É como estar preso em um trem fantasma de pensamentos rins e ininterruptos, levando sustos a cada um deles e tendo de fazer o máximo possível para proteger a si mesmo e aos outros.
 

REFERENCIA:

SILVA, Ana Beatriz Barbosa Silva- Mentes e Manias TOC: Transtorno obsessivo-compulsivo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011.

Rosana Machado Mendonça, Pedagoga, Psicopedagoga, Psicomotricista, Psicanalista
 

Marcelo Mendonça: Design e Ilustrações CD do Grupo Barlavento

Marcelo Mendonça: Design e Ilustrações CD do Grupo Barlavento

31 de jul. de 2012

Apneia do sono leva à pressão alta e a outros problemas circulatórios

Apneia do sono leva à pressão alta e a outros problemas circulatórios

Obesidade é o principal fator de risco para o surgimento da doença.
Ronco é um sinal importante, mas não o único, destacam os médicos.



A apneia do sono é uma doença que ataca durante a noite, e a pessoa muitas vezes nem sabe que tem, mas o corpo vai sofrendo aos poucos, e o sistema circulatório pode ficar comprometido. Apesar dessas características, a apneia não pode ser considerada uma doença silenciosa, já que o seu principal sintoma é o ronco – repetido e bem alto.
Apneia, literalmente, é a ausência de respiração. Se ocorre quando o indivíduo dorme, é chamada de apneia obstrutiva do sono, pois a passagem do ar é dificultada. A falta de oxigênio leva a pessoa a acordar várias vezes durante a noite, muitas vezes sem perceber.
Apneia x obesidade (Foto: Arte/G1)
Em determinados momentos, o paciente literalmente para de respirar. As asfixias duram pelo menos 10 segundos, mas podem ser bem mais longas. Quando o cérebro percebe a falta de oxigênio, o corpo libera adrenalina e a pessoa acorda para respirar. Nesse processo, a pressão arterial sobe e o coração dispara.
Esse é o grande risco oferecido pela doença. A pessoa fica com arritmia cardíaca, que é quando o coração se acelera muitas vezes, e então ele corre maior risco de falhar. Além disso, a constante falta de oxigenação faz aumentar a pressão sanguínea, e com isso crescem os riscos de infartos e de acidentes vasculares cerebrais (AVCs).
O ronco é o principal sinal da apneia, mas nem todo mundo que ronca tem a doença. Outros sinais são cansaço e sonolência durante o dia, falta de energia, baixa concentração, perda de memória, pressão alta, dores de cabeça matinais, irritação e até impotência sexual.
O principal fator de risco é a obesidade, mas é cada vez mais comum encontrar o problema em quem não é obeso. Mulheres depois da menopausa e crianças com amídala ou adenóide aumentada também podem sofrer apneia. Além disso, pessoas com alguma alteração de mandíbula, como queixo para trás, têm mais propensão a ter a doença.


Tratamento
Para detectar a apneia, existe um exame chamado polissonografia. Ele mede quantas vezes por hora a pessoa deixa de respirar durante o sono. Quando isso acontece mais de 30 vezes por hora, o caso é considerado grave.
Para melhorar a respiração durante o sono e evitar a apneia existe um aparelho chamado CPAP – é a sigla em inglês para pressão positiva contínua do ar. O paciente tem que dormir com uma máscara que puxa o ar de fora e o lança para dentro das vias respiratórias.
saiba mais
Com isso, a pressão do ar abre o caminho obstruído, leva oxigênio até os pulmões e evita o ronco porque a pessoa não precisa mais abrir a boca para respirar.
O aparelho é regulado com uma pressão diferente para cada paciente. Isso é importante, porque se a pressão for forte demais, pode provocar irritação nas vias respiratórias.
O exame de polissonografia é oferecido gratuitamente pela rede pública em alguns lugares, mas o tratamento com CPAP não. O aparelho custa por volta de R$ 1 mil.
fonte:http://glo.bo/Q9vDmr

Mudanças na sociedade causaram aumento da obesidade no Brasil

Economia levou a novos hábitos na alimentação e na atividade física.
Veja dicas simples para comer menos em cada refeição.


A obesidade é um problema crescente no Brasil. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que 50,1% dos homens brasileiros com mais de 20 anos estão acima do peso; entre as mulheres, o número é de 48%. São considerados obesos 12,4% dos homens e 16,9% das mulheres.
Na década de 1970, os números eram bem mais baixos. Apenas 18,5% dos homens e 28,7% das mulheres estavam acima do peso, na mesma faixa etária, e também segundo o IBGE. Por outro lado, 10% da população tinha déficit de peso em 1975, contra 2,7% em 2009.
Info consumo de alimentos (Foto: arte / G1)
Está claro que o desafio do país mudou. Se 40 anos atrás a preocupação era com a desnutrição, hoje é a obesidade que mais ameaça a saúde dos brasileiros. Isso é reflexo de uma mudança cultural. O consumo de alimentos mudou bastante. A tabela ao lado mostra quanto de alimento cada pessoa compra por ano para sua casa.
Pesquisas mostram também que a obesidade está crescendo mais entre nas camadas mais pobres da população. Nos anos 1970, as pessoas com excesso de peso e obesos eram mais comuns entre os mais favorecidos. Hoje, a situação já é totalmente inversa.
É uma característica típica dos países mais desenvolvidos, e uma das causas é o aumento do poder de consumo da classe C. Outra mudança importante foi o êxodo rural. O Brasil tinha mais pessoas trabalhando na roça, queimando calorias, e hoje tem mais gente nas cidades, com empregos que exigem menos esforço físico.
Outra consequência das mudanças na sociedade é o avanço da obesidade entre os mais novos – um terço das crianças com entre cinco e nove anos está acima do peso, ainda segundo o IBGE. Não há mais espaço para se brincar na rua porque as cidades cresceram muito. Os espaços para atividade física estão nos condomínios de luxo e não nos bairros mais pobres. O resultado são crianças mais sedentárias.
A tudo isso se somam os hábitos alimentares, que também mudaram. Alimentos, mais gordurosos, como sanduíches e pizzas, entre outros, ganharam espaço na mesa do brasileiro, e também acarretam ganho de peso.
Dicas
É possível adquirir hábitos alimentares mais saudáveis mesmo com a rotina da sociedade moderna, como mostrou o Bem Estar desta segunda-feira (30). O programa teve a participação do sanitarista Nelson Arns, da nutricionista Lara Natacci e do ginecologista José Bento.
A primeira dica apresentada pelos especialistas é sempre preparar a mesa. Enquanto você coloca
toalha de mesa, talheres, pratos, copos e arranjos, passa o tempo e a fome diminui.



Comer um pouco antes da refeição também ajuda. Uma pesquisa americana confirma que uma maçã 15 minutos antes da refeição reduz a quantidade de calorias ingeridas. A maçã é especialmente recomendada porque é muito rica em pectina, uma fibra que dificulta a absorção de gordura e açúcares – outras frutas, como o mamão e o abacaxi, têm a substância em menor quantidade.
Alimentos ricos em água aumentam a sensação de saciedade, o que é uma boa dica para comer menos. Ensopados e cozidos fazem diminuir o exagero nas refeições. Na sobremesa, melão e melancias são boas pedidas, assim como a gelatina. Fibras também têm o mesmo efeito, e por isso os alimentos integrais são considerados melhores.
saiba mais
Outra dica que os médicos sempre dão é comer de três em três horas. Isso reduz a produção da grelina – o hormônio da fome – e faz com que você coma menos na hora das principais refeições.
Um cochilo antes da refeição também pode ser a solução para comer menos. O cansaço também provoca uma falsa sensação de fome, como se o corpo precisasse de uma fonte de energia. Então, a pessoa acaba procurando alimentos com absorção mais rápida, como carboidratos e açúcares.
Fonte:http://glo.bo/Q4PZ0a