9 de mar de 2011

Otimismo, autoeficácia e autoestima são chave da longevidade, diz médico

07/03/2011 10h45 - Atualizado em 08/03/2011 08h02


Otimismo, autoeficácia e autoestima são chave da longevidade, diz médico

Especialista em envelhecimento Alexandre Kalache falou de viver com humor.

Consultor Caio Rosenthal também esteve no Bem Estar desta segunda (7).

Do G1, em São Paulo

Se você tem 30 anos, como quer chegar aos 60? E se já fez 60, como pensa em estar aos 90? Para esclarecer questões sobre vida saudável e envelhecimento, o Bem Estar desta segunda-feira (7) convidou o doutor em saúde pública e especialista em envelhecimento Alexandre Kalache e o clínico geral e infectologista Caio Rosenthal, que também é consultor do programa.

Kalache deu três dicas aos espectadores: ser otimista (tentar ver o copo sempre meio cheio), ter autoeficácia (não deixar os eventos acontecerem ao azar, mas programá-los) e autoestima (a importância de gostar de si mesmo apesar das perdas familiares, profissionais e financeiras). Segundo ele, cerca de 25% do envelhecimento humano é ditado por fatores genéticos e hereditários. Os outros 75%, que podem atingir 80%, dependem do estilo de vida e das escolhas de cada um.

Já Rosenthal falou da importância da alimentação, e Kalache disse que o tipo de calorias que ingerimos são mais importantes que a quantidade. Eles citaram alimentos como leite, chocolate, banana e castanhas do Pará e de caju como fontes que estimulam o bem-estar.

Os especialistas também ressaltaram a importância do bom humor. Uma risada espontânea, de acordo com eles, faz bem ao sistema nervoso, melhora a imunidade e reduz os hormônios relacionados ao estresse, cortisol e adrenalina.

Para a sanfoneira Orilza e o comerciante aposentado Oswaldo Barros, casados há 49 anos, o que faz a diferença é o bom humor. “Por isso que as pessoas gostam de mim”, afirmou ela. Por orientação médica, Orilza caminha uma hora por dia, de segunda a sexta. E baseia sua dieta em alimentos leves, principalmente no verão.

Oswaldo, de 77 anos, disse que um corpo parado começa a apresentar problemas, da mesma forma que um carro. O seu, de 38 anos, é o xodó da família. Por isso, ele costuma caminhar, correr e se hidratar - além de dar risadas e fazer piadas de vez em quando.

O Bem Estar mostrou, ainda, que é preciso ir ao médico com disciplina e periodicidade. Rosenthal destacou a importância do papanicolau e do exame de mama anuais para mulheres com vida sexual ativa.

Também citou que os homens acima de 40 anos devem fazer o exame de próstata regularmente. O check-up deve incluir, ainda, testes de colesterol, glicemia e HIV, que segundo o infectologista não atinge mais só os grupos de risco.

Kalache afirmou que hoje existem comportamentos e hábitos de risco, e não grupos. Além disso, de acordo com o médico, um homem não deve esperar até os 40 anos para cuidar da saúde.

Os convidados falaram sobre tempo de jejum para exames, o que evitar comer antes de tirar sangue e como o Sistema Único de Saúde (SUS) deve melhorar para incluir alguns exames de rotina que em outros países já são comuns, como a colonoscopia, que analisa cólon e reto.


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