16 de fev de 2013

Hábito alimentar da família influencia na formação do paladar das crianças

Hábito alimentar da família influencia na formação do paladar das crianças

Casa precisa ter ambiente saudável, sem guloseimas e alimentos calóricos.
Pais devem colocar horários para as refeições e comer junto com os filhos.

Para crescer e ter uma vida saudável, é importante que as crianças sejam incentivadas aos bons hábitos alimentares desde cedo. Por isso, os pais devem criar um ambiente familiar livre de guloseimas, tentações e alimentos calóricos, como alertou o nutrólogo Mauro Fisberg no Bem Estar desta quarta-feira (6).
Se os pais não têm preocupação com a alimentação, os filhos crescem com o mesmo pensamento e dificilmente terão um estilo de vida saudável. Para incentivar e ajudar na formação do paladar das crianças, é importante que eles tenham horários para as refeições e que a família se junte para comer, como recomendou a nutricionista Sônia Tucunduva.
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Segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, o controle da dieta dos pequenos deve existir, mas sem radicalismos – por exemplo, os pais podem liberar algo que está fora do cardápio uma vez por semana. Nos outros dias, eles devem incentivá-los a comerem de 3 a 5 frutas e salada antes das refeições.
A família precisa tomar cuidado também com as gorduras, frituras, doces e refrigerantes, principalmente como forma de recompensar as crianças por algo bom que elas fizeram. A dica é formar o paladar dos pequenos oferecendo novos sabores e fazendo com que eles experimentem diferentes alimentos de forma gradativa.
Para o endocrinologista Alfredo Halpern, é importante não proibir ou permitir muito, apenas controlar já que o equilíbrio ajuda no desenvolvimento da criança. De acordo com o médico, além do incentivo à boa alimentação, os pais devem também influenciar os filhos a praticar esportes e passar menos tempo navegando na internet.
No caso das crianças que cresceram sem essas orientações ou limites, elas podem sofrer no futuro com o excesso de peso, que podem levá-las à necessidade de realizar uma cirurgia bariátrica.
Porém, mesmo nesse caso, a reeducação alimentar também é necessária já que o resultado da cirurgia só é eficaz se o paciente conseguir mudar os hábitos. Por isso, há uma preparação feita por uma equipe multidisciplinar antes e depois da operação, para que a pessoa não volte a engordar.
Cirurgia Bariátrica (Foto: Arte/G1)
O programa mostrou a história do Mateus, um jovem de 17 anos, que recorreu à redução de estômago após tentar perder peso de diversas outras maneiras. Depois da cirurgia, ele conseguiu eliminar 11 kg e teve grande mudança na sua vida, como mostrou a repórter Daiana Garbin (veja no vídeo ao lado).
Porém, o endocrinologista Alfredo Halpern alerta que reduzir o estômago apenas troca a doença da obesidade por um procedimento que exigirá cuidados para o resto da vida. Ou seja, não é apenas fazer a cirurgia, mas também adotar um estilo de vida novo com a prática de atividade física e dieta saudável para ajudar não só a perder peso, mas também a mantê-lo.
Tudo isso mostra que, na maioria dos casos, o que importa é a reeducação alimentar. Mesmo após a cirurgia bariátrica ou até mesmo em pacientes que não a realizaram, sejam crianças, adultos ou idosos, a adoção de um estilo de vida com uma dieta controlada e sem excessos traz diversos benefícios à saúde.

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