20 de out de 2010

CHAT ANA BEATRIZ BARBOSA SILVA

Leia os melhores momentos do chat com a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva
A autora da cartilha para combater o bullying fala sobre esse tipo de violência nas escolas
imprimir “Bullying seria toda violência que ocorre no território escolar, é repetitiva, intencional e as vítimas não conseguem se defender”, explicou a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva em um bate-papo pela internet. Ela é a autora de uma cartilha lançada pelo Conselho Nacional de Justiça para ajudar os educadores e os pais a identificarem esse problema.
Veja abaixo os melhores momentos dessa conversa:

Prevenção
Não existe escola que não tenha bullying. Em todos lugares do mundo onde tem escola existe bullying. O que existe são escolas que combatem essa prática e fazem os índices baixarem.
É preciso instituir uma política de tolerância zero e uma campanha inclusive entre os alunos. Pode-se premiar quem deixa de fazer e começa a atuar pela anti-violência.
Ações

Primeiro tem que chamar a família para explicar o que está acontecendo. Nunca colocar uma criança frente a outra, pois só estará colocando a vítima na frente do agressor. Depois, se não houver um ponto satisfatório em comum, pode acionar o conselho tutelar para fazer um acompanhamento. Como forma de conscientização, pode-se incentivar a não-prática, mas é preciso que as crianças mesmo façam essa campanha. Não pode ser algo imposto pelos educadores.
Virtual

Para toda agressão sofrida através da internet, imprima imediatamente tudo que tiver disponível. Isso pode valer como prova. Existe um orgão chamado SaferNet pelo qual podem ser feitas as denúncias. A partir de hoje não haverá mais o anonimato nesses casos de crimes pela internet. Uma vez caracterizado o bullying, é possível investigar e identificar o agressor.

Danos às vítimas

De imediato vemos enjoos, dores de cabeça e outros sintomas. Eles surgem momentos antes deles irem para a “guerra”. É bastante comum aparecerem no domingo ou no próprio trajeto da escola. Se não for combatido no início, pode evoluir para evasão escolar, depressão, pânico, ansiedade e outras fobias socias. Inclusive em casos extremos pode ocorrer homicídio seguido de suicídio. Existe uma pesquisa americana que mostra que a violência na sociedade como um todo tem relação com o bullying na infância.

ttp://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2010/10/leia-os-melhores-momentos-do-chat-com-psiquiatra-ana-beatriz-barbosa-silva.html

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