9 de mar de 2009

CARREIRA-COMPORTAMENTO

Você vai ficar - bem - falado
Já que não dá para evitar a fofoca, saiba como fazer as conversinhas de corredor trabalharem a seu favor dentro e fora da empresa
Por Fabiana Correa e Marcia Rocha
Raul Junior
Há apenas uma coisa no mundo pior do que falarem mal de você: é não falarem sobre você. O autor dessa frase é o escritor irlandês Oscar Wilde, famoso por sua língua afiada. E ele estava certo. Se isso vale quando você está fora do trabalho, por que não valeria entre as quatro paredes da empresa? Rádio-peão, rádio-corredor, corredor press -- o nome não importa. A fofoca é uma realidade corporativa e existe desde que o mundo do trabalho é o mundo do trabalho. Estudos de longo prazo feitos em diversos países comprovam que as pessoas dedicam de um quinto a dois terços de sua conversa diária à fofoca. Outro estudo feito nos Estados Unidos revelou que um funcionário típico passa cerca de dois meses por ano dando com a língua nos dentes. Os papos informais na empresa são uma ótima desculpa para descobrir sobre o temperamento do novo chefe, entender quem é quem na diretoria, saber de novas vagas no mercado ou divulgar suas últimas realizações -- tudo assim, como quem não quer nada. Enfim, fofocar no mundo corporativo não tem a ver, necessariamente, com maledicência. Ao contrário, jogar conversa fora pode ser muito útil para a sua carreira. "Ficar ligado nas informações extra-oficiais é o que eu chamo de inteligência competitiva. Ajuda a entender os movimentos oficiais da empresa, a conhecer melhor as pessoas e a se adaptar à cultura de um lugar", diz Gutemberg de Macedo, da Gutemberg Consultores, de São Paulo, especializada em gestão de carreira. "Eu não usaria o termo fofoca, mas é importante ter fontes no mercado e na empresa. Todo profissional bem-sucedido tem insiders que o mantém informado", diz Francisco Britto, sócio-diretor da Boyden, empresa de headhunting de São Paulo. Ele mesmo é um grande usuário do disse-me-disse executivo. "Se alguém me diz que um profissional está saindo de uma empresa, deixo passar. Mas se duas ou três pessoas me dão a mesma informação, começo a acreditar." Inserir-se na rede informal de comunicação que se estabelece dentro de qualquer empresa não significa passar o dia de papo no corredor, mas fazer os contatos certos, ter acesso a dados importantes para o planejamento de sua carreira e à compreensão do comportamento alheio. "Eu sempre me aproximo das secretárias. Elas podem ter informações valiosas. Em uma dessas, você consegue uma brecha na agenda de alguém e entende melhor o estilo de trabalho do chefe", diz o paulista Emerson di Pieri, de 36 anos, que fez carreira no mercado financeiro e se prepara para assumir a chefia de um banco de investimentos na Suíça."Quando você fala de alguém, acaba se comparando a essa pessoa e fazendo uma espécie de auto-análise", diz Emrys Westacott, professor adjunto de filosofia da Alfred University, que fica no Estado de Nova York, nos Estados Unidos. Ou seja, a fofoca facilita o relacionamento entre as pessoas, melhora a coesão do grupo, reforça seus valores e ajuda a resolver alguns conflitos.
ENTRE NESSA REDEToda essa conversa também diz respeito à aceitação de determinado profissional no grupo de trabalho. Se uma informação relevante chega até seus ouvidos é um sinal claro de que você é da turma. Partilhar um dado de valor com alguém é uma prova de confiança e é também um sinal de poder da pessoa que passou a informação adiante. No ambiente corporativo, as conversas paralelas ajudam as pessoas a entender as regras implícitas da empresa e a entender por que estão trabalhando juntas. Nesse caso, a fofoca faz circular informações que geralmente não constam no manual de conduta da empresa, mas servem para que você se sinta incorporado à cultura local. "A fofoca é o espaço para o politicamente incorreto, para a descrença na informação oficial e para comunicar sem a liturgia do cargo", diz Silvio Genesini, presidente da Oracle, a multinacional de desenvolvimento de software, que não vê nenhum problema na comunicação extra-oficial.Para usar um exemplo clássico: se você fica sabendo que, entre outros motivos, aquele gerente foi demitido por ter um temperamento difícil, descobre, por tabela, que tipo de comportamento não é bem-visto -- e falado -- na empresa em que trabalha. Por outro lado, se avisam a você, em primeira mão, que um determinado departamento vai abrir vagas para um projeto internacional, você tem tempo de melhorar o inglês e se preparar para concorrer à vaga. Então, fique de ouvidos bem abertos porque muita informação de valor circula pelos corredores da empresa. E, muitas vezes, elas estão nas entrelinhas. O executivo Marco Leone Fernandes, diretor-geral da Computer Associates no Brasil, reconhece a importância de ser um bom ouvinte. "Se eu tenho um projeto para apresentar e todo mundo diz que a pessoa com quem vou falar é extremamente pragmática, é uma deixa para que eu reformule meu discurso", diz ele. Para que essas dicas cheguem ao seu ouvido, não dá para ser sovina. A relação é direta: para obter informações, é necessário dar outras em troca. "É a mesma lei das comadres: vale a retribuição", diz Moacir Carlos Sampaio, psicólogo social, professor do instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo. Você pode puxar o assunto intencionalmente. Não há mal nenhum nisso. O segredo é não ser interesseiro. "Quando a pessoa age assim, o interlocutor geralmente percebe e começa a sonegar informações", diz o consultor José Augusto Minarelli, da Lens & Minarelli, consultoria paulistana de recursos humanos. Como em toda relação de confiança, essa também tem sua ética (veja o quadro Não Morra Pela Boca): trate a informação com nobreza, preserve suas fontes e não colabore com boatos maldosos. "Jamais divulgue oficialmente algo que foi confidenciado a você", diz Silvio, presidente da Oracle. "Se você precisar usar essa informação, coloque-a em um contexto geral, como parte da conjuntura, sem revelar nomes ou detalhes." Ah, e use a regra número 1 de todo bom repórter: não "compre" nenhuma história sem antes verificar a veracidade dos fatos. "Ao ouvir qualquer coisa, cheque duas ou três vezes para não ir atrás de pistas falsas", diz Gutemberg de Macedo. E, acima de tudo, fuja da boataria cujo objetivo é prejudicar alguém -- ou a própria empresa --, de discussões sobre vida pessoal de quem quer que seja, de troca de segredos empresariais.
A FOFOCA A SEU FAVOR Essa rede informal de comunicação também trabalha para incrementar relacionamentos. Ao usá-la para fazer networking, o negócio é não encarregar o outro da lição que cabe a você. Assim, se quiser mudar de emprego, não adianta chegar e dizer: "Fulano, aquela empresa me interessa. Será que você poderia falar sobre mim?". No caso, o melhor é usar o que José Augusto Minarelli chama de técnica "coisa" para, nas palavras dele, "ajudar o outro a ajudar você": * C de conselho Entre no assunto dizendo que você está pensando seriamente em sair da zona de conforto e tentar um trabalho mais desafiador. Você pode fazer perguntas do tipo: "O que você me diz? Será que é uma boa hora para pensar nisso?". * O de orientação Continue na mesma toada, valorizando o conhecimento que a pessoa tem do assunto. Aqui cabem perguntas do tipo: "Com quem devo falar?", "Como devo abordar essa pessoa: por e-mail, telefone ou pessoalmente?" etc. * I de informação Agora o mote é descobrir mais dados para ajudá-lo em sua busca. Por exemplo: "Com quem mais eu posso falar sobre essa vaga?". * S de sugestão "O que você faria se estivesse em meu lugar?" é um bom exemplo de pergunta a fazer nesse caso. * A de acesso Finalmente, você chegou ao filé da conversa: pedir para que seu interlocutor fale de você ao chefe do outro departamento. Sair-se bem na arte da fofoca não tem só a ver com estar realmente disposto a trocar suas melhores figurinhas. O pano de fundo de uma sólida rede de relacionamentos está ligado a outro tipo de informação que também passa de boca em boca: sua reputação. Não se esqueça que a boa ou a má fama sempre precede o dono. Por isso, suas atitudes no dia-a-dia é que dão pano para o bate-papo na hora do cafezinho. Se acontecer de você ficar malfalado, é melhor manter a cabeça no lugar. Todo mundo tem seu dia de bola da vez e, em muitas ocasiões, se irritar com isso pode ser exatamente o que as pessoas precisam para fazer comentários ainda mais maldosos. Em outros casos, porém, é aconselhável tomar algumas providências para diminuir o zunzunzum (veja como no quadro Quando Você É o Assunto).
CONVERSAS DE CORREDORVocê pode até reduzir o volume, mas o fato é que a rádio-peão sempre existiu nas empresas. É possível dizer que, em linhas gerais, o que ela veicula vem mudando ao longo do tempo. "Há uns 20 anos, as conversas não eram bem-vindas no trabalho. Com tanta repressão, é claro que os comentários sempre tinham um teor negativo, com muitas críticas aos chefes e à empresa de maneira geral", diz o consultor Pedro Mandelli, da Mandelli Consultores Associados, de São Paulo. Foi basicamente por causa dos programas de qualidade total, em alta a partir da década de 90, que a conversa corporativa adquiriu outro status. "Sinergia, times, trabalhos por projeto, redução de níveis hierárquicos -- tudo isso contribuiu para que as pessoas falassem mais umas com as outras", diz Pedro. Para ele, a fofoca corporativa é a fonte genuína de informação da empresa. "Apesar de informal, é a mais importante. Os canais formais existem para dar suporte ao que os funcionários falam na hora do cafezinho", diz Pedro. O líder que não se dá conta disso corre sério risco de ficar malfalado. "Hoje, cerca de 70% do trabalho de um líder envolve a mobilização de pessoas. E ouvir o que elas dizem faz parte disso", afirma. Aliás, os chefes mais espertos sabem que, quanto mais saudável o ambiente de trabalho, mais há espaço para conversas. Alguns capitalizam em cima disso e promovem encontros "oficiais" para a fofocagem, em que há espaço total para a conversa fiada. Em empresas como o laboratório farmacêutico Bristol-Myers Squibb, que está na edição 2005 do Guia EXAME-VOCÊ S/A As Melhores Empresas para Você Trabalhar, as conversas de corredor são acompanhadas de perto -- principalmente se a maledicência correr solta. "A rádio-peão veicula informações em alta velocidade e, se a notícia em questão for ruim, o clima da empresa perde muito", diz Felipe Westin, diretor de recursos humanos do Bristol-Myers Squibb. Por isso, no Bristol não faltam instrumentos para afinar a comunicação interna. No Grupo Algar, outro participante do Guia de 2005, a movimentação da rádio-peão também é acompanhada com cuidado. "Ela faz parte do folclore de qualquer empresa e dá vida ao ambiente de trabalho, mas é preciso tomar cuidado com seu poder destrutivo", diz Cícero Penha, diretor de talentos humanos do grupo. Cícero brinca, dizendo que a rádio-corredor é AM e que os comunicados oficiais da empresa circulam na FM. No grupo, que é composto por 17 empresas, a comunicação interna também é uma prioridade. Os líderes fazem reuniões semanais com seus subordinados e esclarecem todo tipo de dúvida. Assim, evitam boataria pela rádio-peão.
PAPO SAUDAVEL Na Oracle, a velocidade da rádio-peão é comentada com bom humor. Silvio Genesini, o presidente, conta que, em sua experiência de 20 anos como consultor, percebeu que não há como lutar contra a fofoca, apenas compreender que ela faz parte de qualquer corporação. Pelas suas contas, toda vez que há mudança na grade de salários, apenas algumas pessoas ficam sabendo oficialmente sobre o que se refere a sua área. Informalmente, no entanto, a notícia se espalha em outro ritmo. "Em aproximadamente duas horas, a empresa inteira já montou a curva de salários completa", diz Silvio. O executivo enxerga esse movimento como algo útil, pois a quantidade de reclamação sobre os salários dá a medida da satisfação das pessoas. "Se os comentários esfriarem três ou quatro dias depois, está tudo ok. Caso contrário, é melhor investigar a insatisfação." Ele não está errado. Quanto mais saudável o ambiente, mais rapidamente corre a informação, em um sinal de que as pessoas se sentem à vontade para dizer o que estão pensando. E que fique o recado: a fofoca corporativa deve trabalhar a favor de sua carreira -- e não prejudicar a vida ou o trabalho dos outros.
NÃO MORRA PELA BOCA Existe ética até mesmo na hora de fofocar. Veja como estabelecer uma relação de confiança com os outros e evitar que seus comentários se voltem contra você: Ouça mais Sabe por que temos duas orelhas e uma boca? Para ouvir mais e falar menos, diz um provérbio árabe. Abra o olho Na hora de passar seu recado, cuidado. A comunicação informal é algo que corre sem controle. Por isso, muita cautela ao escolher a pessoa com quem você vai falar. É do jeito dela que a história será passada adiante. Seja discreto Não gaste tempo comentando sobre fofocas correntes no escritório. Na hora do "vamos ver", você pode ser considerado culpado por associação. Seja do bem Fofoca corporativa é para trabalhar a favor de sua carreira. Portanto, não seja "língua de trapo" e, se algum comentário seu magoar alguém, peça desculpas imediatamente. Troque dados Não dá para ficar sabendo de tudo se você nunca diz nada de relevante. Para obter informações, coloque na roda algo que pode ser importante para a carreira do seu parceiro. *A enquete sobre fofoca no site da VOCÊ S/A foi ao ar durante novembro e dezembro de 2005 e teve a participação de 1 373 internautas
MANDE SEU RECADO O consultor José Augusto Minarelli, da Lens & Minarelli, dá algumas dicas para divulgar informações pela rádio-peão: Mande recado Se tiver absoluta confiança em alguém -- e somente nesse caso --, pode fazer a encomenda e pedir que essa pessoa dê o recado por você. Vá direto à fonte Não use intermediários se o recado for direto para o chefe -- espera-se que você tenha uma relação de confiança com ele. Foi o que fez o paulistano Henrique Tichauer, 31 anos. Em 2001, como gerente de produto de uma grande empresa do ramo farmacêutico, era o responsável pelo projeto na América Latina e fazia parte do grupo global de gerentes. Ao saber que haveria uma vaga na sede da empresa, nos EUA, passou a dizer ao chefe, indiretamente, que estava interessado na posição. O resultado veio quase um ano depois, quando o vice-presidente da companhia disse, no meio de uma reunião do grupo, que seria bom ter alguém como Henrique no board internacional do projeto. O chefe dele havia feito a indicação. Pense alto Caso você não tenha alguém confiável para ajudá-lo, a saída é fazer um comentário -- perto de um possível emissor -- do que você está planejando.
QUANDO VOCE É O ASSUNTO Quando a fofoca vira maledicência, boato, fuxico, sua carreira e sua imagem podem sair prejudicadas. O que fazer, então? Regra número 1: respeite a porporção A resposta tem de ser do tamanho do prejuízo. "Ao se pronunciar publicamente contra um boato, você pode chamar a atenção de quem nem sabia do mexerico", diz Francisco Britto, da Boyden. Logo, é sempre um risco divulgar um comunicado para a empresa inteira. Regra número 2: avalie o estrago Se o boato for algo danoso demais, vale a pena se pronunciar publicamente, pois as conseqüências podem ser ruins, mesmo que atinjam pouca gente. *A enquete sobre fofoca no site da VOCÊ S/A foi ao ar durante novembro e dezembro de 2005 e teve a participação de 1 373 internautas
PRATO DO DIA Como escreveu o irlandês George Bernard Shaw: ninguém faz fofoca sobre as virtudes das outras pessoas. Certamente é por isso que a vida amorosa do colega da baia ao lado é sempre um prato cheio para os maledicentes de plantão, principalmente quando há detalhes picantes envolvidos. Confira três casos que deram pano para manga na imprensa: * Em março do ano passado, Harry Stonecipher, CEO da Boeing, recebeu o cartão vermelho por causa de seu namoro com uma executiva da empresa. * No final de 2004, a apresentadora de TV Luciana Gimenez, ganhou destaque na mídia -- e não foi por causa de sua fama de atrapalhada --, mas pelo namoro com Marcelo de Carvalho, sócio e vice-presidente da Rede TV!. Em outras palavras: seu chefe. Louie Psihoyos/CORBIS John Tlumacky/AP* O namoro -- que depois virou casamento -- de Suzy Wetlaufer, editora da Harvard Business Review, com Jack Welch, ex-CEO da GE, custou o emprego dela. Eles se apaixonaram durante uma entrevista que o executivo deu à jornalista em 2002. Suzy era famosa na redação da revista por seus romances com alguns de seus entrevistados -- geralmente o crème de la crème do mundo executivo.
CONTATO IMEDIATO Há cerca de três anos o engenheiro Alexander Gregorian, de 27 anos, deixou o cargo de gerente de produção na fábrica da Procter & Gamble, em Louveira (SP), para ser supervisor de outra empresa, a TetraPak, fabricante de embalagens longa vida, em Monte-Mor (SP). Embora estivesse feliz com a mudança e com a perspectiva de crescimento, ele queria voltar a exibir o título de gerente. Em uma conversa informal, seu chefe, o gerente-geral da planta, deu uma dica valiosa para que Alexander conseguisse a promoção. Contou que ele conseguiria destaque se desenvolvesse um projeto almejado há anos pela companhia. "Eu sabia que, se fizesse esse projeto andar, alcançaria visibilidade", diz. Claro que a informação só chegou aos seus ouvidos porque o engenheiro provou sua competência. "Em um ano e meio, concluí o projeto", diz. O chefe então conseguiu um espaço para que ele apresentasse o trabalho em uma convenção mundial. O resultado não poderia ser melhor: a fábrica brasileira virou referência e o processo deve ser adotado pelas 53 plantas da TetraPak no mundo. A promoção chegou junto com o reconhecimento. "Hoje, o pessoal na China sabe quem eu sou graças a uma dica valiosa, mas que só me foi dada porque apostei na empresa e investi tempo e esforço." A tal dica surgiu em uma conversa de corredor, sem caráter oficial. É o tipo de disse-me-disse do bem que estamos falando aqui. "Sempre me fiz confiar, estabeleci vínculos e isso acabou rendendo frutos."
TEM HORA PRA TUDO Cafezinho, happy hour, corredor e até academia. O paulistano Rogerio Munuera, de 27 anos, diretor de vendas e marketing da Cernet, uma distribuidora brasileira de software, de São Paulo, sempre usou as conversas descontraídas que acontecem nesses ambientes para se movimentar na carreira. Por exemplo: durante um jogo de tênis com o diretor da empresa (na época, ele era gerente) Rogerio conseguiu abertura para pedir uma mudança em seu sistema de bonificação. Foi a conversa certa no lugar certo e o assunto acabou sendo levado à presidência, que acatou o pedido. "Quando o ambiente é informal, fica mais fácil levar essas conversas. Elas entram no meio de outros assuntos, mais leves. E, geralmente, as pessoas estão mais abertas a ouvir", diz Rogerio. O aprendizado da importância dessa comunicação informal nos passos da carreira está ligado à natureza de seu trabalho. "Na área de tecnologia, trabalho de bastidores é tudo. Todo mundo se conhece e as informações correm rapidamente ", diz. Por isso, Rogerio sempre apostou nas conversas paralelas. "É assim que eu faço a política da boa vizinhança e aproveito para divulgar meus objetivos profissionais. Tem sempre alguém interessado."
Fonte: Revista Você S/A- Edição 91

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